Policiais militares do 6º Comando Regional apreenderam, na noite desta segunda-feira (30.3), em Cáceres (a 220 km de Cuiabá), um adolescente de 16 anos suspeito de tentar matar um integrante de facção rival. Um homem de 40 anos foi baleado na perna, e uma jovem de 19 anos sofreu um ferimento de raspão durante a ação.
As equipes receberam informações sobre a ação criminosa em um bar, no bairro Carvalhada II. Testemunhas relataram que dois homens chegaram inicialmente a uma barbearia situada ao lado do estabelecimento comercial, em atitude suspeita.
Assim que entraram no local da ocorrência, um dos denunciados efetuou disparos de arma de fogo contra o homem, que foi ferido na perna. Uma segunda vítima também foi atingida de raspão pelo projétil. Após os disparos, eles fugiram em uma motocicleta. O homem e a mulher foram socorridos até o Hospital Regional.
Diante dos fatos, os policiais militares intensificaram as ações de patrulhamento tático e ostensivo e identificaram o suspeito saindo de uma vila residencial, no bairro Jardim Cidade Nova, com motorista de aplicativo. Ao perceber aproximação das equipes, ele tentou fugir saltando muros de diversas casas, no entanto, foi localizado e detido em cima de um telhado.
À PM, o suspeito confessou a participação na tentativa de homicídio contra um faccionado rival e revelou que receberia R$ 3 mil pelo crime. Além disso, ele contou que o comparsa havia fugido momentos antes com as armas utilizadas na tentativa de homicídio.
Os policiais militares realizaram buscas na casa em que ele foi visto anteriormente e apreenderam uma motocicleta, uma balança de precisão, um cartão e uma porção de substância análoga à maconha. O menor foi encaminhado à delegacia.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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