MATO GROSSO

Polícia Militar atende 266 mil crianças e adolescentes pelo Proerd em 2023

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O Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência (Proerd) da Polícia Militar de Mato Grosso realizou mais de 266 mil atendimentos a crianças e adolescentes do Estado no ano de 2023. Ao todo, 29.557 jovens foram formados pelo programa, que tem como missão a orientação e conscientização de jovens para se afastarem do caminho das drogas e criminalidade.

Ainda no último ano, cerca de 300 escolas públicas e privadas receberam formações, palestras e acompanhamento pelo programa, em 64 municípios mato-grossenses. Os dados foram divulgados pela coordenadoria do Proerd, nesta terça-feira (20.02), Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo.

O Proerd da PMMT foi instituído em Mato Grosso no ano de 2000 e, desde então, já realizou mais de cinco milhões de atendimentos e formou cerca de 400 mil crianças e adolescentes. O coordenador do programa em Mato Grosso, tenente-coronel PM Darwin Salgado Germano, explica que o Proerd possui popularidade dentro dos ambientes escolares, possibilitando a inserção da iniciativa a cada vez mais pessoas.

“A Polícia Militar desenvolve esse trabalho com a população em defesa dos direitos e garantias individuais, orientando as pessoas a fazerem escolhas seguras e saudáveis. Já são mais de cinco milhões de atendimentos realizados e trabalhamos para termos pessoas conscientes em suas escolhas, longe das drogas e do álcool, para que tenhamos uma sociedade cada vez mais segura e afastada dos riscos dos malefícios dos entorpecentes”, explica o tenente-coronel.
Formações do Proerd alcançaram mais de 29 mil alunos, em 2023 – Crédito: Reprodução/Proerd

Em Mato Grosso, o Proerd trabalha com um efetivo de mais de 100 policiais militares, que passam por qualificações regulares e que atuam em conjunto com a comunidade escolar, promovendo orientações com atividades educacionais preventivas, levando os jovens alunos a despertarem uma postura consciente de suas ações e responsabilidades seguras.

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Durante o curso os alunos aprendem maneiras de criar ambientes positivos em suas rotinas em casa, na escola e na comunidade em que vivem. As aulas abordam os riscos e consequências do uso de drogas, noções de cidadania, técnicas para resistências às pressões do uso de entorpecentes e afastamento da violência, promoção da auto-estima, resistência ao Bullying e valorização à vida.
Proerd trabalha com atividades educacionais dentro de sala de aula – Crédito: Reprodução/Proerd

Um dos formandos do curso no ano de 2023, o jovem Lukas Amorim, de 11 anos, da Escola Militar Tiradentes de Cuiabá, contou que teve conhecimento da existência do Proerd por membros de sua família e que vivenciar o curso e adquirir os conhecimentos se tornou algo positivo para ele.

“Eu sempre via minha prima falando do programa que ela participou, mas agora eu tive a oportunidade de fazer parte e concluir o curso também. Foi uma experiência muito boa que só contribuiu ainda mais com os ensinamentos do colégio e as coisas boas que eles ensinam”, destacou o aluno.

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O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, ressalta a importância do programa como uma das iniciativas da instituição para o acolhimento dos jovens para boas práticas e afastamento do caminho das drogas e da criminalidade.

“A Polícia Militar busca sempre atuar de diversas maneiras para alcançar crianças e adolescentes para orientarmos no caminho do bem e afastá-los da criminalidade e o Proerd é uma dessas iniciativas tradicionais, onde atuamos há anos levando conhecimento para esses jovens sobre a importância de se combater o uso de drogas e álcool. Quando vemos o alcance do programa estamos vendo que é possível fazer o combate a prevenção ao uso e tráfico de drogas por meio do diálogo e da educação, levando esses jovens ao caminho do bem de maneira segura”, completou o comandante-geral da PMMT.

Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo

O dia 20 de fevereiro é conhecido como o Dia Nacional do Combate às Drogas e ao Alcoolismo. O objetivo do dia é esclarecer a população sobre os danos que o consumo de bebida alcoólica e de drogas provoca no organismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso indevido de substâncias como álcool, cigarro e drogas é um problema de saúde pública de ordem internacional, pois afeta valores culturais, sociais, econômicos e políticos.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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