MATO GROSSO

Polícia Militar entrega medalhas da Ordem “Homens do Mato” para 127 autoridades militares e civis

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A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na noite desta segunda-feira (02.09), a entrega das medalhas honoríficas da Ordem “Homens do Mato”, no auditório do Comando-Geral da PMMT. Ao todo, 127 autoridades militares e civis foram homenageadas por suas ações e méritos relevantes dentro da instituição e segurança pública de Mato Grosso.

As condecorações da Ordem “Homens do Mato” remetem ao nome da primeira estrutura de polícia do Estado de Mato Grosso, além de ser a honraria máxima concedida pela instituição. Elas estão distribuídas nas categorias: Grande Oficial, Grau Oficial e Grau Cavalheiro.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, agradeceu a presença dos homenageados na solenidade e destacou a importância de reconhecer personalidades que contribuem diariamente com o trabalho da PMMT.

“Estamos na semana de comemoração de 189 anos de história da nossa Polícia Militar, uma instituição que se mistura com a história do Estado de Mato Grosso, e nada mais justo celebrarmos a data fazendo o reconhecimento de autoridades parceiras, que auxiliam a nossa corporação, e também dos nossos militares, que executam um brilhante trabalho e merecem serem reconhecidos por seus feitos”, afirmou.

Entre os agraciados com as honrarias, estavam o procurador de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso, Flávio Cezar Fachone; o promotor de Justiça do MPMT, Miguel Slhessarenko Júnior; o defensor público Djalma Sabo Mendes; e os delegados da Polícia Judiciária Civil, Judá Pinheiro Marcondes, Richard Damasceno Ferreira Lage, Guilherme Bertoli e Valter Furtado Filho e entre demais autoridades.

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A solenidade também contou com a entrega das medalhas Tiradentes para coronéis e tenentes-coronéis da corporação; medalhas de Serviços Extraordinários, distribuídas para policiais militares que atuaram em ocorrências de grande repercussão; e as medalhas Mérito de Sangue “Tenente Neteslau Brachtel Dewulski”, que homenageia militares da PMMT feridos em ações e missões de trabalho.

Um dos homenageados com a medalha de Serviços Extraordinários foi o policial Januário Bueno, do Batalhão de Operações Especiais. O militar foi um dos policiais que atuou na apreensão de 600 quilos de pasta base de cocaína, em julho deste ano. Na ação, dois criminosos foram presos em flagrante.

O militar destacou o sucesso da ação e a honra de ser homenageado pelo trabalho. “De início, seria apenas uma situação de identificar o local, mas fomos surpreendidos com todo o aparato criminal e na localização daquela grande quantidade de entorpecentes. Graças a Deus, ser reconhecido é muito bom, procuro sempre ter qualidade no serviço e ser agraciado com essa conquista é uma honra muito grande”, comemorou.

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O soldado do Esquadrão de Cavalaria de Lucas do Rio Verde, Rodrigo Jardel Pollo, foi agraciado com a medalha Mérito de Sangue. O militar foi baleado na perna ao enfrentar criminosos fortemente armados em Sorriso, no mês de julho. A ação buscava interceptar faccionados que iriam cometer atentados contra membros de facções rivais e terminou com três suspeitos mortos no confronto.

“Estava em serviço e recebemos a informação de um veículo com infratores armados. Fizemos a abordagem e fomos recebidos a tiros, onde acabei sendo alvejado, com um tiro na perna direita. Felizmente, consegui apoio dos meus colegas de serviço, que realizaram os primeiros socorros. Fui ao hospital e nada de grave ocorreu. Eu fico feliz com a homenagem e em saber que meu serviço e minha ação foi reconhecida e lembrada dentro da instituição”, relata o soldado.

“Com essas medalhas, temos que destacar e agradecer a esses militares que estão à frente dessas ocorrências. Sabemos que não é fácil nunca, mas são eles que deixam os lares e suas famílias para fazer a defesa da nossa família e de todos os cidadãos de bem do nosso Estado, todos os dias”, finalizou o comandante-geral da PMMT, coronel Mendes.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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