Policiais penais evitaram que diversos produtos ilícitos, como entorpecentes e aparelhos eletrônicos, chegassem, durante o período de visitas nas unidades prisionais, às mãos de pessoas presas. As ações ocorreram neste fim de semana.
Em uma das ocorrências registradas no domingo (27.4), a equipe de plantão da Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, flagrou um visitante de 19 anos tentando levar dois relógios smart para seu irmão que está custodiado na unidade prisional. O rapaz passou pela revista eletrônica, obrigatória a todos os visitantes, quando o escâner corporal apontou objetos não identificados no par de chinelos.
Os policiais penais cortaram o chinelo e encontraram dois smartwatch, e dois carregadores escondidos, todos de uso proibido dentro do ambiente prisional. Foi registrado um boletim de ocorrência e encaminhado à Polícia Civil para apuração.
Ainda no domingo, outras três visitantes foram flagradas tentando entrar com drogas e fumo. Uma delas foi flagrada pelo escâner que identificou nas imagens a mulher portando um invólucro na área íntima. Ela retirou o material, que foi identificado como 300 gramas de maconha.
Outros dois visitantes foram flagrados no sábado tentando entrar com pacotes de fumo, cigarros e chocolates. Todos terão o direito de visitas suspenso pelo período de 90 dias.
Em outras unidades
Na cadeia pública de Comodoro, os policiais penais realizaram revista aos reeducandos, após o período de visitas no domingo, e encontraram pacotes de fumo. A pessoa que levou o produto de uso proibido já foi identificada e sofrerá as sanções previstas.
Na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino, em Sinop, um dos reeducandos que trabalha em atividade extramuro foi flagrado também com fumo. Ele passou por revista ao retornar do trabalho, quando um dos cães policiais da unidade flagrou o material ilícito.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.