Com o objetivo de viabilizar o acesso aos direitos fundamentais e garantir mais dignidade e oportunidade à população em vulnerabilidade social, a Gerência Regional da Politec de Primavera do Leste se uniu à Secretaria Municipal de Assistência Social para promover o projeto social “Mais Cidadania CIN”, por meio do qual será confeccionada a Carteira de Identidade Nacional aos usuários do Albergue Municipal Santa Úrsula.
O mutirão será realizado nesta sexta-feira (28.04), no período da manhã, a partir das 7h, na sede da Politec, localizada na Avenida Cascavel, Nº 385 – Bairro Primavera II. Politec de Primavera do Leste realiza projeto social para a emissão de RG a moradores de albergue – POLITEC – Site
O documento de identidade é um dos requisitos principais para que os moradores em situação de rua atendidos pelo albergue possam conquistar uma vaga no mercado de trabalho e ter acesso a benefícios sociais.
“Neste primeiro momento, atenderemos esta quantidade de pessoas pois elas possuem a certidão de nascimento e o CPF regularizados”, disse a papiloscopista Liliane Campos. Os atendimentos serão prestados por dois papiloscopistas e dois estagiários da unidade.
Devido à realização do projeto, na sexta-feira (28) o posto de identificação será fechado para o atendimento ao público externo no período da manhã, e retorna ao seu horário de funcionamento normal no período da tarde.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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