MATO GROSSO

Prazo para inscrições no Prêmio InovaMT termina no dia 28

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Micro, pequenas e médias empresas têm até a próxima terça-feira (28.02) para se inscrever na 2ª edição do Prêmio Inova Mato Grosso – iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) -, que tem como objetivo reconhecer empresas por seus esforços na aplicação e gestão da inovação.

As empresas interessadas deverão preencher um formulário de inscrição (acesse aqui), que já faz parte do processo de avaliação, e cujas respostas deverão ser embasadas com documentos que evidenciem a capacidade de gestão, as práticas de inovação, os resultados obtidos nos projetos e a evolução da maturidade da empresa nos fundamentos essencias à inovação. 

O Prêmio Inova MT separa os participantes em três categorias: na categoria 1 participam microempresas com renda bruta anual menor ou igual a R$ 360 mil; na categoria 2 se encaixam empresas de pequeno porte, com receita bruta superior a R$ 360 mil; e na categoria 3 são empresas de porte médio, com receita bruta anual superior a R$ 4,8 milhões e inferior a R$ 300 milhões.

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No caso de uma empresa controlada ou pertencente a um grupo econômico, a habilitação no prêmio se dará pelo porte e modalidade da receita operacional bruta do CNPJ inscrito no Estado de Mato Grosso. 

“A inovação é um dos maiores desafios da atualidade quando se fala de gestão das empresas, e tem a ver com um produto, serviço ou processo produtivo. Empresas inovadoras também tendem a ter mais eficiência naquilo que fazem”, observa o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec.

As empresas inscritas no InovaMT serão avaliadas durante o mês de março.  Já a cerimônia de premiação será realizada no dia 12 de abril, em Cuiabá.

Premiação

As empresas vencedoras receberão um troféu de reconhecimento, e a indicação de um representante para participação em Missão Técnica Nacional de Benchmarking em Inovação. Ainda, são contemplados com investimentos para contratação de um Bolsista Pesquisador na Empresa (BPE), para estimular o
desenvolvimento de projetos de inovação nas empresas, e com a participação em ações, eventos e capacitações.

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Inova MT

A ação é coordenada em parceria com o Parque Tecnológico Mato Grosso e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). Na primeira edição, em 2021, o prêmio teve 115 empresas participantes, e 27 foram selecionadas como finalistas. Como premiação, as vencedoras participaram da I Missão Técnica Benchmarking em São Paulo e receberam investimentos no valor de R$ 360 mil convertidos em bolsas para a contratação de pesquisadores na área de inovação. Os bolsistas tiveram a missão de desenvolver soluções inovadoras dentro das empresas premiadas. 

Confira o edital da 2ª edição do InovaMT aqui.

A portaria de prorrogação das inscrições está disponível aqui.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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