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Presidente do TRE-MT participa de evento do CNJ sobre sustentabilidade no Judiciário

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A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, participou nesta segunda-feira (30), em Brasília, da 3ª edição do Judiciário Sustentável, ocasião em que foi feita a apresentação dos resultados do 9.º Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário, com dados referentes ao ano-base de 2024. A publicação inclui dados importantes em diversas frentes, como ações ambientais, inclusão social, acessibilidade e qualidade de vida. 

“O TRE-MT está empenhado na adoção dos conceitos de sustentabilidade em todas as suas atividades por uma sociedade mais consciente dos seus deveres enquanto cidadãos e por uma vida mais equilibrada e inclusiva para eleitoras e eleitores”, afirmou a desembargadora, que acompanhou os indicadores relativos a 2024 ao lado dos assessores Sueli Sanae Shimada Ueda (Presidência) e Marcio Conceição de Lara Cunha (Planejamento e Gestão Estratégica). 

No quesito acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência (PcDs), o balanço revela que há um crescente número de pessoas capacitadas no tema ao longo dos anos. Em todo o Poder Judiciário, 13,3% dos servidores foram capacitados em 2024, percentual suavemente maior que o observado em 2023, quando 12,2% dos servidores receberam capacitação nessa área. Em números absolutos, foram oferecidos 839 cursos na temática de acessibilidade e inclusão de PcDs no ano passado, com a oferta de 90.867 vagas. 

Os resultados foram apresentados durante a mesa coordenada pelo presidente do Comitê Gestor Nacional de Sustentabilidade e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Guilherme Feliciano. Ele ressaltou que o Judiciário precisa dar exemplo à sociedade tanto em termos econômicos quanto na adoção de uma política de sustentabilidade que contribua “para que a degradação ambiental e até mesmo o aquecimento global não tenham agravamentos mais sérios do que aqueles com os quais já convivemos”, endossou. 

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Feliciano também aproveitou para atualizar os presentes sobre o cumprimento dos prazos previstos no Programa Justiça Carbono Zero (Resolução CNJ n. 534/24), que prevê a descarbonização total do Judiciário até 2030. Ele salientou que 87 das 91 cortes do país apresentaram planos de descarbonização. Dessas, 75 informaram como realizaram seus inventários e 33 já definiram como viabilizarão o processo. 

O conselheiro relembrou que ainda este ano os tribunais devem apresentar ao CNJ iniciativas de redução de emissão de carbono e, em 2026, como será feita a compensação das emissões. “Por fim, os órgãos do Judiciário farão o inventário completo de todos os prédios e atividades para até 2030 atingirmos a neutralidade de carbono”, disse. 

Ao admitir tratar-se de um plano ambicioso, Feliciano ressaltou a criação, em maio deste ano, pelo presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, da Rede de Sustentabilidade, formada por representantes de todos os ramos da Justiça, incluindo o TRE-MT. “A iniciativa serve como instrumento de governança relacionado à política de sustentabilidade, é um passo adiante para possível troca experiências para promoção de práticas sustentáveis, explicou. “A ideia é integrar boas práticas que possam ser reproduzidas em outros setores e na sociedade”, resumiu. 

Os resultados de 2024 também mostram avanços nas ações solidárias, que promovem iniciativas como visitas a creches, orfanatos e asilos, ações educacionais, entre outras conceituadas pela Resolução CNJ n. 400/202. No total, foram realizadas 2.038 ações nesse sentido ao longo do último ano, um aumento de 12,7% em relação a 2023. Essas atividades envolveram a participação de pouco mais de 203 mil pessoas. Já as atividades voltadas à qualidade de vida, como ginástica laboral, grupos de apoio, orientação nutricional, terapias alternativas, entre outras, reuniram mais de 1 milhão de participações ao longo do ano. 

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A análise da série histórica mostra ainda que o período da pandemia de Covid-19, entre 2020 e 2021, impactou diretamente o consumo de materiais como papel e copos descartáveis, com redução significativa nesses itens. Embora os níveis tenham oscilado com o retorno gradual das atividades presenciais, permanecem, em 2024, abaixo do patamar anterior à pandemia. 

Desde 2022, houve também um crescimento expressivo na quantidade de materiais destinados à reciclagem, que mais do que dobrou entre 2022 e 2024. O documento registra um aumento expressivo na destinação de materiais sólidos para reciclagem — 10,7 mil toneladas em 2024, frente a 6,2 mil toneladas em 2023. O estudo pontua ainda que o consumo de itens como papel, copos, água e esgoto permanecem controlados, refletindo maior consciência ambiental e eficiência na gestão de recursos. 

Jornalista: Anderson Pinho (com informações do CNJ) 

 #PraTodosVerem – A imagem mostra um auditório com diversas pessoas assistindo a uma apresentação institucional. No painel frontal, há quatro pessoas sentadas à mesa, com um telão ao fundo exibindo uma videoconferência com um participante remoto. No canto esquerdo do painel, aparece a logomarca do programa “Judiciário Sustentável” ao lado do logotipo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em destaque, no canto inferior direito da imagem, há uma sobreposição com uma segunda foto mostrando três pessoas sorridentes, entre elas a presidente do TRE-MT, sentadas nas cadeiras do auditório, aparentando serem participantes do evento. 

 

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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