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Primeira-dama do Estado é homenageada como Madrinha do Sambo no Pan American Championships realizado em Cuiabá

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, foi homenageada durante o Pan American Championships de Sambo e reconhecida como madrinha do esporte, criado pela União Soviética e com semelhança com o Judô. Atualmente, a modalidade é praticada em 146 países. Participaram das competições 24 países. A cerimônia de abertura aconteceu na sexta-feira (23.08), no Ginásio Aecim Tocantins, uma realização do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Esporte, Cultura e Lazer (Secel).

Em junho deste ano, a seleção brasileira de sambo participou do BRICS na Rússia, e a equipe mato-grossense conquistou a primeira medalha para o Brasil. A partir dessa conquista, a Federação Mato-grossense, em parceria com a União Pan-Americana de Sambo (UPASA), deu início a essa primeira competição Pan-Americana no Brasil. No Brasil, além de Mato Grosso, outros três estados são reconhecidos pela Federação por praticarem o esporte, e outros 14 estados ainda deverão se associar à Federação Brasileira.

Virginia Mendes falou sobre o convite para ser madrinha do esporte em Mato Grosso e também sobre como as competições contribuem para o Estado.

“Para mim é uma honra ser madrinha desse esporte que tem atraído cada vez mais atletas. Fiquei muito feliz com o certificado. Agradeço secretário David Moura e sua equipe pelo evento. O Sambo e outras modalidades definem ações importantes que vão além das competições; ele é responsável por fomentar a economia por meio do turismo”, destacou.

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Na oportunidade, Virginia Mendes foi presenteada com a camiseta oficial da competição, e o representante da Rússia, Oleg Artemyuk, ofereceu a mascote da categoria e os botons que simbolizam o esporte.

O presidente da Confederação Brasileira de Sambo (CBSA), Marcelo Capano, ressaltou a influência da primeira-dama de MT, que foi um ponto predominante para o convite de madrinha do esporte. “Tendo em vista o engajamento que a primeira-dama tem com as causas sociais, e sabendo que o esporte é uma grande ferramenta que une as pessoas, tomamos a decisão de tê-la como madrinha do evento”, explicou.

David Moura agradeceu a oportunidade de promover o evento em Mato Grosso e também o apoio da primeira-dama Virginia Mendes à categoria.

“Quero agradecer à União Pan-Americana e à Confederação Brasileira por acreditarem em nosso trabalho, mas especialmente agradecer à primeira-dama por estar sempre apoiando as causas do esporte, da cultura e, principalmente, causas que transformam vidas e abrem portas. Isso aqui é, sem dúvida, o início de uma grande transformação dessa modalidade em nosso estado”, salientou o secretário da Secel.

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Para o presidente do Pan-Americano de Sambo, Eliseo Romero, o espaço que o esporte está conquistando é fruto de investimentos e oportunidades, e Mato Grosso é um exemplo. “Esta é a versão número 12 do Sambo. O mais interessante é que, a cada evento, demonstramos como os níveis estão evoluindo. Posso ver também o investimento em eventos de qualidade; isso faz uma grande diferença no avanço do esporte”, reiterou.

Os países representados foram: Argentina, Chile, Canadá, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Haiti, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Trinidad e Tobago, Cuba, Equador, Uruguai, Estados Unidos, Venezuela, Honduras, Jamaica e Guiana.

Participaram do evento o diretor da Federação Internacional de Sambo (FIAS), Michal Buchel; a especialista em Relações Internacionais do FIAS, Victoria Khangalova; o presidente da Federação de Arte Sambo de MT, Adalberto Corrêa; e Oleg Artemyuk, representante da Rússia; o secretário-adjunto da Secel, Beto Corrêa; e o presidente da Federação Mato-grossense de Sambo, Adalberto Corrêa.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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