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Professores premiados pela Seduc embarcam para intercâmbio pedagógico na Colômbia

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Os professores vencedores do Prêmio “Mais Inglês: Boas Práticas no Ensino de Inglês – Ensino Fundamental” embarcam, nesta terça-feira (19.5), para Bogotá, na Colômbia, onde participarão de uma imersão pedagógica internacional promovida pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com a Pearson.

A viagem faz parte da premiação concedida a docentes da Rede Estadual que desenvolveram experiências de destaque no ensino de Língua Inglesa, no âmbito do Programa Mais Inglês. A proposta é reconhecer o trabalho realizado em sala de aula e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório dos professores por meio do contato com outras práticas educacionais na América Latina.

Representam Mato Grosso no intercâmbio internacional os professores vencedores das três categorias do prêmio: Aerica Bezerra Silva, da DRE Confresa, com o projeto “Inglês para Todos”; Mariane Ponce Alves Carlini, da DRE Alta Floresta, na categoria “Aula que Inova!”; e Paulo Henrique Moraes Silva, da DRE Rondonópolis, vencedor em “Leitura sem Fronteiras”.

Representando os municípios vão: Adão Pereira da Silva Barboza – DRE Barra do Garças – 1° ano, Jordana Alves Scalia – DRE Confresa – 2° ano, Elisbele Ricas Garcia – DRE Diamantino – 4° ano, Fernanda Pereira – DRE Tangará da Serra – 5° ano e Maria Célia de Oliveira Schoenherr – DRE Pontes e Lacerda – 5° ano.

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A superintendente de Desenvolvimento Curricular e Gestão para Aprendizagem da Seduc, Daniele Trevisan, também integra a comitiva.

O prêmio foi lançado pela Seduc-MT por meio do Edital nº 024/2025/GS/SEDUC/MT, com o objetivo de identificar, valorizar e divulgar práticas pedagógicas desenvolvidas por professores do Ensino Fundamental da Rede Estadual. Participaram docentes efetivos e contratados que atuam nos anos letivos de 2025 e 2026 e utilizam o material didático do Programa Mais Inglês nas escolas estaduais.

As inscrições foram feitas por meio de um formulário online. Os professores enviaram relatos de experiência, fotos, vídeos e outros registros das atividades realizadas com os estudantes. Depois da análise técnica, 39 trabalhos avançaram para a etapa final, com apresentações presenciais em Cuiabá e participação de representantes das Diretorias Regionais de Educação.

A premiação foi dividida em três categorias. “Aula que Inova” reconheceu propostas com uso qualificado de tecnologia no ensino. “Leitura sem Fronteiras” destacou projetos ligados à leitura, à interdisciplinaridade e ao protagonismo estudantil. Já “Inglês para Todos” contemplou experiências voltadas à inclusão e acessibilidade no aprendizado da língua inglesa.

De acordo com a secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, a escolha da Colômbia está diretamente relacionada aos avanços do país nas políticas públicas de ensino bilíngue. Outro ponto considerado foi o uso, em redes colombianas, do mesmo material didático adotado nas escolas estaduais de Mato Grosso.

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“Os professores vão conhecer experiências que já estão em andamento em um contexto latino-americano, com desafios próximos aos nossos. A ideia não é levar um modelo pronto, mas observar, trocar, adaptar e voltar com novas referências para fortalecer o ensino de Inglês na nossa rede”, afirmou Flávia.

Durante a programação em Bogotá, os participantes terão visitas técnicas a escolas parceiras da Pearson, oficinas, palestras e atividades voltadas à observação de metodologias aplicadas no ensino de inglês como língua adicional.

A secretária ressaltou ainda que a iniciativa se aproxima das ações do programa Intercâmbio MT no Mundo, ao ampliar as experiências de internacionalização da educação pública estadual.

“Quando um professor da Rede Estadual vivencia uma imersão como essa, quem também ganha é o estudante. Esse conhecimento volta à escola, à sala de aula e ao planejamento pedagógico. É uma forma concreta de valorizar o professor e melhorar a aprendizagem”, completou Flávia Soares.

Fonte: Governo MT – MT

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Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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