MATO GROSSO

Programa de aceleração de negócios criativos segue com inscrições abertas

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A segunda edição do programa de aceleração de negócios criativos, o MOVE_MT 2, segue com inscrições abertas até ao dia 02 de maio. Promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em parceria com o Instituto Oi Futuro, o programa visa impulsionar o segmento da economia criativa mato-grossense por meio de formação e mentorias, com premiações ao final do processo.

Por meio de edital público, MOVE_MT 2 vai selecionar até 20 iniciativas de negócios criativos, de inovação e de impacto sociocultural para participar do ciclo de aceleração. Com seis meses de duração, a jornada oferece cerca de 1.700 horas de capacitação e mentorias em gestão, inovação, impacto social, criatividade e comunicação.

Totalmente gratuita, a intensa formação é composta por reuniões de diagnóstico, workshops coletivos e atendimentos individualizados em mentorias. As capacitações visam amadurecer os processos de gestão, de forma a fomentar o potencial do negócio e o tornar rentável e sustentável.

Ao final do ciclo, as cinco iniciativas mais bem avaliadas receberão prêmios no valor total de cerca de R$ 350 mil e poderão realizar um intercâmbio no Lab Oi Futuro, no Rio de Janeiro, em que farão uma imersão no ecossistema da economia criativa da cidade.

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Podem se inscrever empreendedores da economia criativa de Mato Grosso, pessoas físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos, que atuem nos segmentos do mundo das artes (artesanato, artes cênicas e visuais, audiovisual, música, literatura, fotografia, cultura popular, etc), de criações funcionais (arquitetura, moda, gastronomia, design, games, publicidade e turismo) e de negócios digitais.

Uma das iniciativas contempladas na primeira edição do MOVE_MT foi o coletivo MT Queer e, segundo seu idealizador, Elton Martins, o programa mudou a realidade do coletivo, que é o maior grupo LGBTQI+ do Centro-Oeste.

“No início a ideia era saber como potencializar um coletivo LGBTQI+ em Mato Grosso. Mas durante o processo entendemos como transformar nosso coletivo em negócio e hoje o MT Queer é uma produtora de conteúdo. Além da sede em Cuiabá, atuamos em Chapada, Várzea Grande, e em mais um núcleo na capital. Hoje nosso canal tem um tráfego mensal de 500 mil acessos, o maior do YouTube no segmento LGBTQI+”, expressa Elton.

Workshops gratuitos

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Na etapa pré-aceleração, enquanto as inscrições estiverem abertas, o programa oferece dois workshops gratuitos e abertos ao público. Com o tema “Estruturando um projeto social ou negócio da economia criativa para editais”, os cursos têm o objetivo de preparar os empreendedores culturais para se inscrever em editais, inclusive no MOVE_MT 2.

A primeira oficina ocorreu no dia 28 de março, em formato presencial. A segunda busca atender o público do interior do Estado, por isso será realizada em ambiente on-line, no próximo sábado (15.04).

Serviço

Programa MOVE_MT 2
Prazo para inscrição: 02 de maio de 2023
Regulamento e formulário de inscrição: oifuturo.org.br/editais/move_mt/; secel.mt.gov.br/-/edital-move_mt2

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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