MATO GROSSO

Programa de videomonitoramento do Governo de MT ajuda recuperar 86 veículos e devolver R$ 4 milhões aos proprietários

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Cerca de R$ 4 milhões em veículos roubados ou furtados foram devolvidos aos proprietários com o apoio do Vigia Mais MT entre janeiro e maio de 2026. A quantia equivale a 86 veículos com queixa de crimes recuperados por meio do sistema de identificação veicular.

Do total de bens apreendidos após a ocorrência, 48 foram carros, 36 motocicletas e dois caminhões, sendo que 16 veículos circulavam com placas clonadas de Mato Grosso ou outros Estados, conforme balanço do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), da Secretaria de Segurança Pública (Sesp).

Desde o lançamento do programa, em março de 2023, as imagens das câmeras ajudaram a recuperar de 583 veículos roubados ou furtados e permitiram o Estado devolver o equivalente a R$ 24,8 milhões aos proprietários, conforme Tabela Fipe.

Tecnologia inovadora

Os veículos com queixa são identificados por meio do sistema de reconhecimento de caracteres, tecnologia de inteligência artificial que permite às câmeras fazer leitura de placas, reconhecer cores e comparar com banco de dados nacional com a frota de todo país.

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Veículo furtado no bairro Santo Rosa, em Cuiabá, e recuperado uma hora depois no Sucuri

O secretário adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Paulo César, destacou que o Vigia Mais MT já se consolidou com uma ferramenta de inteligência artificial aliada das forças de segurança que atua na prevenção de crimes e proteção do patrimônio dos cidadãos mato-grossenses.

“O Vigia Mais MT é um dos maiores aliados das forças de segurança de Mato Grosso, reconhecido nacionalmente como uma ferramenta eficiente e que entrega resultados. Além de prevenir crimes de qualquer natureza, as câmeras geram provas em investigações e são grandes auxiliares dos policiais que estão na rua para recuperação de veículos”, considerou.

O secretário lembrou ainda que para agilizar a recuperação de veículos com auxílio do Vigia Mais MT é necessário que a vítima comunique, imediatamente, à ocorrência ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), ligando no 190, logo após o crime.


Veículo roubado no Parque das Águas, em Cuiabá, recuperado 30 minutos depois na MT-010

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Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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