MATO GROSSO

Projeto da Metamat utiliza rejeitos de mineração como insumos para fortalecer a agricultura em MT

Publicado em

Em uma iniciativa inovadora para promover o uso sustentável de rejeitos minerais e fortalecer a agricultura, a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) iniciou o Projeto Remim (Remineralizadores de Solo de Mato Grosso).

O projeto piloto foi implementado em três regiões do estado: Guarantã do Norte, Tangará da Serra e Rondonópolis. Cada uma dessas áreas recebe um trabalho específico, adequado à vocação agrícola local e focado no aproveitamento de rejeitos da mineração.

Em Guarantã do Norte, a Metamat estabeleceu parceria com um produtor local que disponibilizou 10 hectares para os primeiros experimentos com remineralizadores, e o projeto conta também com o apoio técnico do Sindicato Rural de Matupá, que auxiliará na adaptação das práticas para culturas como uva, melão e melancia, voltadas à agricultura familiar.

O coordenador do escritório da Metamat em Guarantã do Norte, Humberto Paiva, disse que o Projeto Remin se destaca como uma resposta estratégica para reduzir a dependência de insumos importados na produção agrícola do Estado, aproveitando materiais locais de alto valor.

Leia Também:  Governador destaca investimentos no Estado: "Olhamos para o que realmente importa, que é o povo"

“Os remineralizadores são produzidos a partir do rejeito de mineração – como os resíduos da extração de ouro – que passam por um processo de britagem para se tornarem pó e, em seguida, serem aplicados como fertilizantes no solo. Esse rejeito contém xisto, um material mineral rico em nutrientes essenciais, como potássio, fosfato, cálcio e magnésio, que, após processado, beneficia tanto o solo quanto o desenvolvimento das plantas”, explicou.

Além de Guarantã, onde o projeto está em fase de organização há cerca de seis meses, Tangará da Serra e Rondonópolis já têm colhido resultados com o uso de remineralizadores. Segundo Humberto Paiva, em Tangará o projeto está um pouco mais avançado e os primeiros resultados promissores serão apresentados na 2ª Expominério, que será realizada nesta semana, de 6 a 9 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal.

Para o presidente da Metamat, Juliano Jorge, o Projeto Remin também ajuda a consolidar Mato Grosso como referência no setor mineral e na agricultura sustentável.

“O esforço da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), que supervisiona o projeto, e o empenho da Metamat em sua execução, reforçam a segurança jurídica e a sustentabilidade como atrativos de investimento. Além dos remineralizadores, a companhia continua explorando a diversidade mineral do estado, como rochas ornamentais e gemas, criando oportunidades para o desenvolvimento econômico e atração de capital”, ressaltou.

Leia Também:  Polícia Militar localiza e prende faccionado por tentativa de homicídio em Cáceres

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Published

on

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia Também:  Governador destaca investimentos no Estado: "Olhamos para o que realmente importa, que é o povo"

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia Também:  Único autor de feminicídio ocorrido em MT que estava foragido é preso no Estado da Bahia

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA