O cuidado com o destino correto dos livros e materiais didáticos fora de uso em razão de conteúdo defasado, ganhou forma na Escola Estadual Militar Tiradentes 3º SGT PM Justino Pinheiro dos Santos, em Água Boa, distante 525 quilômetros de Cuiabá.
Desde 2024, a professora Lara Regina conduz o projeto “Educação e Sustentabilidade: A Importância da Coleta Seletiva”, que busca evitar o descarte incorreto e transformar estudantes em agentes ativos de preservação ambiental.
A proposta ultrapassa os muros da escola ao alinhar-se à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, reforçando a necessidade de ações locais para desafios globais.
“A partir da educação é possível exercer uma cidadania responsável, promovendo valores, conhecimentos e habilidades para a conservação do meio ambiente e o alcance de um desenvolvimento sustentável”, defende Lara.
Na prática, os alunos participam da coleta seletiva de materiais, que ao final de cada bimestre são entregues a pontos de coleta instalados na própria escola. Todo o material é destinado à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis do Araguaia (Acamara), contribuindo também para a geração de renda dos trabalhadores.
Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a experiência revela o quanto a educação ambiental, quando vivenciada na rotina escolar, amplia a consciência cidadã e fortalece laços comunitários.
“Trata-se de um exemplo concreto de como a escola pode formar estudantes protagonistas e, ao mesmo tempo, apoiar iniciativas que promovem justiça social e sustentabilidade. Esse tipo de projeto mostra que cada ação educativa pode ser também uma ação de impacto social e ambiental positivo”, analisa Alan Porto.
Para ele, a iniciativa mostra que sustentabilidade não é apenas conceito ou teoria, mas prática diária, capaz de moldar comportamentos, inspirar crianças e jovens e dar destino responsável a recursos que poderiam ser descartados.
Além disso, ao final de cada bimestre, o material recolhido pelo Educação e Sustentabilidade é entregue no ponto de coleta, que está localizado na própria escola.
Os materiais são destinados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis do Araguaia (Acamara) e contribuem diretamente para a geração de renda de seus associados.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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