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Projeto “Seca Limite” da Unemat é destaque na Universidade de Leeds, na Inglaterra

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O projeto “Seca Limite: Quantificando os limites de resistência hídrica de florestas na borda sul da Amazônia”, uma das principais cooperações internacionais da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), foi destaque absoluto nesta terça-feira (11.11) na Universidade de Leeds, na Inglaterra.

A pesquisa coordenada pelo Professor David Galbraith (Leeds) foi idealizada em parceria entre a Universidade de Leeds e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Selecionada dentre diversos projetos para receber financiamento adicional do International Strategy Fund, um fundo especial para destaques dos projetos de pesquisa internacionais, a pesquisa foi apresentada como um dos principais projetos em um showcase (evento de apresentação de pesquisa) para a alta gestão da universidade britânica e comunidade acadêmica.

Em um vídeo enviado à Assessoria de Comunicação, o professor da Unemat e um dos coordenadores da pesquisa, Ben Hur Marimon, registrou o momento da apresentação, que contou com a presença do vice-reitor, professor Hai-Sui Yu e da professora Louise Heery, que ocupa o cargo de Head of Global Research Development at University of Leeds, equivalente à diretora de Internacionalização da Universidade de Leeds.

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O professor destacou a importância da seleção do projeto. “O nosso Seca Limite foi escolhido dentre os principais. São vários [projetos], aqui de sustentabilidade, e aqui o nosso. Olha que bacana! A Unemat ali”, celebrou Ben Hur, mostrando o logo da Unemat no material de divulgação.

Stand Seca Limite durante showcase em Leeds: coordenador da pesquisa e orientador do PPGec/Unemat, professor David Galbraith, e os professores pesquisadores da Unemat, Ben Hur Marimon Júnior e Beatriz Schwantes Marimom
Foto: Arquivo Pessoal

O projeto “Seca Limite” é uma pesquisa de grande escala que estuda os impactos das secas extremas na floresta. A equipe da Unemat presente em Leeds, que inclui também a professora Beatriz Marimon e o professor da Universidade de Leeds David Galbraith (orientador do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação (PPGec/Unemat), apresentou dados da pesquisa em um dos painéis principais do evento.

A colaboração entre a Unemat e a Universidade de Leeds é uma pauta recorrente de internacionalização, tendo sido destaque anteriormente na seleção de bolsistas e na apresentação de seus estudos em Frentes Parlamentares no Brasil.

Projeto Seca Limite

É um projeto internacional de grande escala, com financiamento inicial de quatro anos. O projeto é uma parceria entre as universidades de Leeds, do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Federal do Pará (UFPA) e tem como objetivo avaliar os impactos da seca no funcionamento das florestas da borda sul da Amazônia. Para atingir estes objetivos, foi instalado um experimento de seca em uma área de floresta primária no extremo sul do Bioma Amazônia, próximo à borda com o Bioma Cerrado.

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Experimento Seca Limite em Querência (MT) Foto: Abner Miranda

Uma vez instalado, o experimento vem servindo como um laboratório natural para coleta de um leque extenso de dados climáticos, ecológicos e ecofisiológicos que vem alimentando inúmeras dissertações de mestrado e teses de doutorado de alunos da Unemat (já são 6 de doutorado e 3 de mestrado), da Universidade de Leeds e de outras universidades e instituições parceiras.

Experimento Seca Limite em Querência (MT) Foto: Abner Miranda

Os resultados poderão embasar políticas públicas de proteção às florestas e atividades de reflorestamento com árvores nativas e contribuirão com importantes informações sobre como as mudanças no clima estão impactando os estoques de carbono nas florestas. As parcelas já foram instaladas e os primeiros dados começaram a ser coletados em 2023. O experimento de exclusão de chuva começou em janeiro deste ano, após um período de coleta de dados de um ano antes da exclusão.

Experimento Seca Limite em Querência (MT) Foto: Abner Miranda

Fonte: Governo MT – MT

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Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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