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Projetos selecionados em editais da Secel levam oficinas de boneca Abayomi e de teatro à população

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Projetos selecionados no edital Viver Cultura – Expressões Artísticas, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), levam conhecimento sobre a história do povo negro e também sobre a importância do teatro à população. Viabilizados com recursos da Lei Paulo Gustavo, as iniciativas serão realizadas neste fim de semana.

A oficina “Bonecas Abayomi: A Boneca que é Símbolo de Resistência” ocorre no sábado (22.02), a partir das 15h, na Secretaria de Igualdade Racial, em Vila Bela da Santíssima Trindade (520 Km de Cuiabá).

Aprovada no Edital Viver Cultura – Expressões Artísticas, da Lei Paulo Gustavo, a ação, que faz parte do projeto Quintal Cultural, promete ser um espaço de aprendizado e troca de conhecimentos sobre a importância histórica e cultural das bonecas Abayomi, símbolo de resistência e conexão com a ancestralidade africana.

A atividade é gratuita e terá a presença de Rosa Betânia Veloso Silva de Brito. Rosa é professora; historiadora; quilombola por matrimônio do Território Porto Bananal – quilombo Acorebela; militante na Educação Étnico Racial e Quilombola, do Movimento Teresa de Benguela e do MNU do município de Vila Bela da Santíssima Trindade; e artesã criadora da Boneca Abayomi Aramada.

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As inscrições ocorrem no local do evento.

Já o projeto “Narrativas em Cena”, também do edital Viver Cultura – Expressões Artísticas, ocorre no barracão da Igreja Católica do bairro Jardim Palmares, em Barra do Garças (511 km de Cuiabá), no sábado (22.02), a partir das 14 h.

Com oficinas gratuitas de teatro e contação de história para a comunidade, a iniciativa busca, além de democratizar o acesso à arte teatral, formar novos talentos na região, criando oportunidades para que jovens e adultos possam transformar sua paixão pela arte em uma carreira sustentável.

As atividades começam neste sábado (22.2), e prosseguem com encontros em todos os segundos e quartos sábados de cada mês.

Todas as atividades são gratuitas, bastando que o interessado seja maior de 14 anos.

*Supervisão de Cida Rodrigues

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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