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Reconhecimento facial do Vigia Mais MT leva à prisão de dois foragidos da Justiça

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Dois homens foragidos da Justiça foram presos com o auxílio da tecnologia de reconhecimento facial do programa Vigia Mais MT, em ocorrências registradas no último sábado (27.7), em Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

Em Chapada dos Guimarães, um homem de 44 anos, condenado a 18 anos e oito meses de prisão por estupro de vulnerável contra duas vítimas, foi identificado pelas câmeras durante o Festival de Inverno. A prisão ocorreu após a Plataforma de Observação Elevada (POE), operada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), detectar a presença do foragido no evento.

A equipe passou a monitorá-lo e, por volta das 23h, policiais militares realizaram a abordagem, confirmaram o mandado de prisão em aberto e o encaminharam à delegacia da cidade.

Já em Cuiabá, outro foragido, com mandado de prisão por roubo, foi localizado pelas câmeras do Vigia Mais MT na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Após a identificação, os operadores do Ciosp acompanharam o trajeto do homem até que ele fosse abordado por policiais militares dentro de um ônibus do transporte coletivo.

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Ele também foi conduzido à delegacia para as providências legais.

Vigia Mais MT

Criado para aliar tecnologia às ações de segurança pública, o programa previa, inicialmente, a entrega de 15 mil câmeras para os 142 municípios de Mato Grosso, além de outros entes públicos e privados. Com a ampliação do programa para atender também escolas e secretarias, como a Seduc, que adquiriu e instalou 5.500 câmeras em unidades escolares estaduais, o número total de equipamentos disponibilizados passou para mais de 20 mil.

No ano passado, o programa foi reforçado com a tecnologia de reconhecimento facial em grandes eventos no Estado e em pontos estratégicos de Cuiabá. A ferramenta já resultou na prisão de 60 foragidos da Justiça, com mandados em aberto por diversos crimes.

A leitura de placas veiculares também apresentou resultados positivos, como a recuperação de 123 veículos apenas neste ano, e a devolução de R$ 6,4 milhões em bens à sociedade.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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