MATO GROSSO

Rede de Controle vai elaborar referencial técnico para programas de integridade em municípios de MT

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A Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso definiu, nesta quinta-feira (22.5), a construção de um referencial técnico que servirá como guia para a implementação de programas de integridade nos municípios do Estado. O documento será elaborado de forma colaborativa por representantes de órgãos de controle, fiscalização e da administração pública, respeitando as diferentes realidades estruturais das cidades mato-grossenses.

Durante o encontro, realizado na sede da Controladoria Geral do Estado, também foi aprovada a realização de um evento estadual da Rede de Controle no fim de 2025. O objetivo é disseminar boas práticas de governança, integridade e controle social entre gestores públicos, sociedade civil e especialistas da área.

A reunião foi conduzida pelo coordenador da Rede, o secretário Controlador-geral do Estado, Paulo Farias, e contou com a presença de representantes da Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Prefeitura de Cuiabá, Associação dos Auditores e Controladores Internos dos Municípios de Mato Grosso (AUDICOM-MT), entre outros.

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“A diversidade dos municípios exige soluções personalizadas. O referencial será uma ferramenta prática, construída com base em experiências já consolidadas, para apoiar os gestores locais na implantação de políticas de integridade viáveis e eficazes”, destacou Paulo Farias.

Além das deliberações, os participantes compartilharam metodologias, iniciativas e aprendizados obtidos em ações já desenvolvidas por suas instituições. O intercâmbio de experiências fortaleceu o debate e dará suporte à formulação do material técnico.

A Rede de Controle atua como um espaço de articulação estratégica entre instituições públicas de controle, fiscalização e gestão, promovendo ações integradas voltadas ao aperfeiçoamento da administração pública em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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