A Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do Batalhão de Rondas Ostensivas Tática Móvel (Rotam), formou 74 policiais no Curso de Atendimento Pré-hospitalar em Combate. A capacitação foi dividida em duas turmas e encerrou nesta quinta-feira (27.04). Ao todo, 51 policiais penais, 21 policiais federais, um delegado e um policial militar participaram do curso, realizado em Cuiabá.
O comandante da Rotam, tenente-coronel Gibson Almeida da Costa Júnior, explica que o treinamento é voltado aos militares que atuam em área de conflito armado, para que, assim, possam desenvolver as competências específicas para atuarem em casos de lesão decorrentes de confrontos armados.
Conforme o comandante, a capacitação é voltado para ministrar técnicas do protocolo Marc 1, que direciona as ações no controle de hemorragia, manutenção das vias aéreas, da respiração e prevenção contra a hipotermia.
“O treinamento prepara o policial para intervir de forma segura e rápida em prol da vítima que foi ferida em área de risco, de modo que mortes de policiais no cumprimento do dever possam ser evitadas. O atendimento requer procedimentos e equipamentos especializados e exigem técnicas e preparos específicos”, explica.
De acordo com o tenente-coronel, é fundamental ampliar continuamente o número de multiplicadores e operadores neste segmento. Ele ressalta que a Polícia Militar atinge o alto nível técnico quando investe em capacitar a tropa, além de integrantes das demais forças de segurança do estado.
“É uma formação que a cada dia surgem novas técnicas de prevenção, as quais têm salvado muitas vidas. A ideia é fazer treinamento e capacitação nos atendimentos durante as ocorrências diversas. As informações e o conhecimento compartilhados no curso permitem a adoção de medidas assertivas e preventivas. Neste contexto, o aperfeiçoamento permite trazer melhores resultados nas ações de enfrentamento e que podem salvar vidas. Ficamos contentes em ser referência nesse tipo de capacitação em Mato Grosso”, pondera.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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