A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) realiza a quarta etapa regional dos Jogos Abertos Mato-grossenses, entre esta sexta-feira e domingo (17 a 19.10). Sediada em Sapezal (a 510 km de Cuiabá), a competição vai reunir cerca de 500 atletas adultos das regiões esportivas Sudoeste e Oeste.
A abertura oficial do evento esportivo será realizada no sábado (18), às 19h30, no Ginásio de Esportes Eleonor Dalmaso, em Sapezal. Já as competições ocorrem de sexta-feira a domingo, a partir das 7h, em diferentes espaços esportivos do município.
As partidas de basquetebol serão disputadas no Ginásio Everton de Souza e as handebol, no Ginásio Marcelo Leal. Os jogos de voleibol serão realizados na quadra do Colégio Hexágono, enquanto os de futsal ocorrem no Ginásio Eleonor Dalmaso e na Quadra da Escola Estadual André Antônio Maggi.
No total, 43 seleções participam dessa etapa regional, representando os municípios de Araputanga, Cáceres, Comodoro, Curvelândia, Nova Lacerda, Sapezal, Poconé, Pontes e Lacerda e Várzea Grande.
Abrangendo equipes masculinas e femininas, as modalidades em disputa são basquetebol, futsal, handebol e voleibol. Além dos títulos regionais de suas modalidades e gênero, as seleções competem pelas vagas para as etapas estaduais, que serão realizadas em novembro.
Outras três fases regionais foram realizadas entre agosto e início de outubro, definindo as equipes classificadas nas regiões esportivas Sul/Sudeste, Médio Norte/Noroeste e Centro Norte/Norte. A última disputa regional ocorre no final de outubro entre as seleções das regiões Leste/Nordeste.
Para realização dos Jogos Abertos Mato-grossenses, a Secel conta com a parceria dos municípios-sedes.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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