A Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) abriu nesta sexta-feira (13.6), as inscrições para o edital Museu de Arte Sacra de Mato Grosso. Com investimento de mais de R$4 milhões, a seleção pública visa selecionar Organização da Sociedade Civil (OSC) para gestão compartilhada do museu.
A gestão inclui as ações de planejamento, gerenciamento, conservação, divulgação, pesquisas e estudos. Ainda estão previstos o apoio e promoção de atividades educativas, como palestras, oficinas e workshops, sobre temas ligados ao seu campo de atuação.
As inscrições estão abertas até o dia 14 de julho e podem ocorrer das seguintes formas: via online, por meio do e-mail [email protected]; presencialmente, ou através do correio endereçado à sede da Secel. O edital e seus documentos estão disponíveis no site (clique aqui)
Para participar é necessário que a OSC tenha experiência comprovada de no mínimo 2 anos, possua instalações, condições matérias e operacional para o desenvolvimento das atividades, além de outros requisitos estabelecidos no Edital.
A vigência do termo de colaboração é de 5 anos, com repasses anuais no valor de R$ 850 mil.
O Museu de Arte Sacra foi fundado em 1980. O espaço reúne acervo diversificado que inclui peças dos séculos XVIII ao XX, abrangendo estilos barroco, rococó e neoclássico.
Entre os destaques, estão altares e retábulos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), imagens sacras, paramentos litúrgicos e objetos históricos provenientes da antiga Catedral do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, demolida em 1968 e do antigo Museu de Arte Sacra que funcionava anexo à catedral.
O museu também abriga salas de exposição dedicadas ao Santo Papa João Paulo II e uma exposição de longa duração sobre Dom Francisco de Aquino Corrêa.
Localizado no prédio do Seminário Nossa Senhora da Conceição, em Cuiabá, o prédio possui edificação de estilo colonial de 1858.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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