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Seciteci divulga edital da IV Mostra Estadual das Escolas Técnicas de MT

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) publicou edital da IV Mostra Estadual das Escolas Técnicas (MEET), que será realizada na última semana de junho e tem como tema “Energias Renováveis, Meio Ambiente e Sustentabilidade”.

“Pretendemos mais uma vez mostrar para a sociedade mato-grossense os projetos e práticas profissionais desenvolvidos nas nossas 17 escolas de diferentes regiões do Estado, que podem contribuir para a mitigação de impactos socioambientais. A comunidade escolar das ETECs tem compromisso com o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso”, destaca a professora Dra. Elinez Rocha, presidente da comissão organizadora da IV MEET.

Incentivo à pesquisa, fomento à criatividade e empreendedorismo, conexão das aprendizagens teóricas e práticas, estímulo para iniciativas que integrem tecnologia, energias renováveis e sustentabilidade norteiam os objetivos da MEET, que tem como público alvo estudantes e professores dos cursos técnicos das ETECs, estudantes do ensino fundamental e médio da Seduc; pais e responsáveis; profissionais dos setores empresarial, tecnológico e de inovação.

Cada um desses grupos tem uma função nana mostra: a comunidade escolar dos cursos técnicos da Seciteci são responsáveis pela criação e apresentação dos projetos inovadores, já os estudantes da rede estadual terão oportunidade de conhecer os produtos das áreas de ciência, tecnologia e sustentabilidade. Os familiares poderão acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos de seus respectivos jovens. Empreendedores e empresários terão a oportunidade de conhecer as inovações e os talentos da Seciteci.

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De acordo com a presidente da comissão organizadora da MEET, os trabalhos serão organizados em três áreas de conhecimento: Ciências Ambientais e Agrárias; Engenharias e Design: Saúde e Bem-estar: “Vamos analisar os trabalhos por categorias, divididos em projetos de ensino, de extensão e científico. Todos têm que ter como base as práticas sustentáveis”, ressalta.

As inscrições para IV Mostra Estadual das Escolas Técnicas (MEET) poderão ser feitas gratuitamente através do formulário eletrônico disponível aqui, no período de 02 a 12 de junho.

Poderão inscrever projetos os estudantes matriculados nas Escolas Técnicas Estaduais de Educação Profissional e Tecnológica (ETECs-Seciteci) e alunos egressos de cursos técnicos concomitantes, intercomplementares ou subsequentes. Cada equipe pode ter até cinco alunos e um professor orientador. Esse pode ser tanto um membro do corpo docente da Seciteci quanto da Seduc, contanto que os alunos participantes estejam regularmente matriculados nos cursos técnicos das ETECs ou sejam egressos desses cursos.

Mais informações do edital da IV MEET/Seciteci estão disponíveis aqui.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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