A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) divulgou o resultado final do processo seletivo para contratação de professor da educação profissional e tecnológica, técnico administrativo educacional e técnico de apoio educacional. São vagas para formação de cadastro de reserva para 439 perfis em 29 municípios, com salários de até R$ 8,7 mil.
O resultado final está disponível no site da Seciteci, podendo ser acessado aqui ou no site da instituição organizadora do processo seletivo: Instituto Selecon.
Os salários dos candidatos classificados no edital 012/2024 podem variar entre R$ 2.173,45 e R$ 8.781,71, a depender da titulação e carga horária da vaga.
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, afirma que o processo seletivo é parte dos investimentos que o Governo de Mato Grosso faz para melhorar ainda mais a educação profissional e tecnológica.
“Vivemos um novo momento na Seciteci e esse seletivo representa os investimentos que temos feito para completar nossos quadros e oportunizar qualificação profissional, geração de emprego e renda a nossa população”, afirma Allan.
Os classificados serão convocados conforme a demanda. O edital 01/2023, que também previu contratação de professor e técnico, ainda está em vigor. O seletivo de 2024, no entanto, tornou-se necessário porque existem perfis necessários em localidades que não possuem candidato no cadastro de reserva.
O processo seletivo decorrente do edital 012/2024 tem validade de até dois anos, podendo ser prorrogado a critério da Administração pública. Após homologação do resultado, os classificados formarão um cadastro de reserva das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) e serão convocados através do Diário Oficial do Estado conforme demanda das unidades.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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