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Seciteci doa 572 computadores e recolhe 168 toneladas de lixo eletrônico em 2024

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) doou 572 computadores recondicionados a entidades públicas e privadas ao longo de 2024 e realizou o descarte adequado de 168 toneladas de lixo eletrônico nos últimos 12 meses. A iniciativa reduz o impacto ambiental de novas tecnologias.

Do total de doação realizada pela Seciteci, 370 computadores foram entregues apenas nesta segunda-feira (02.12). A ação ocorreu através do programa de recondicionamento de equipamentos eletrônicos “Recytec”, da Seciteci, em parceria com a Organização Não Governamental (ONG) Programando o Futuro e o Governo Federal. Foram contempladas 16 instituições do Estado.

O secretário Allan Kardec ressaltou que qualquer instituição de interesse social pode solicitar, através de ofício, os computadores recondicionados. Para isso, deve informar estatuto (se houver), destinação e justificar a quantidade necessária de equipamentos.

“Esse programa é uma forma de reduzir o impacto no nosso meio ambiente e promover inclusão social através dos cursos de qualificação profissional que são realizados com o material reutilizado, além da doação de equipamentos a instituições que realizam um belo trabalho a sociedade”, completou Allan.

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A coordenadora-geral do programa, Kelly Cristina dos Reis, explicou que as doações de lixo eletrônico são feitas por qualquer pessoa ou instituição diretamente ao Recytec.

O material passa por reparos e é usado para montagem de computadores que serão doados ou utilizados em cursos gratuitos na área de informática. As aulas são realizadas na Escola Técnica de Cuiabá (ETEc). O que não tem proveito é descartado adequadamente.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), do município de São José dos Quatro Marcos, foi uma das entidades que receberam computadores recondicionados em forma de doação.

A diretora da instituição, Isis Macedo de Oliveira, relatou que os computadores vão ajudar a desenvolver novas habilidades e formas de aprendizado dos alunos atendidos. “Essa é uma iniciativa muito importante para nós que somos do interior e precisamos de parcerias assim”, completou Isis.

O representante da Colônia de Pescadores e Aquicultores Z05 de Barão de Melgaço, Domingos Antonio de Oliveira, explicou que os computadores recebidos irão auxiliar no atendimento de cerca de 1.600 sócios, que conseguirão regularizar aposentadorias e auxílios como o de maternidade e doença.

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Também foram contempladas instituições como a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Instituto de Arte Indígena Brasileira (XEPEI) e entre outros.

Desde 2022, o programa Recytec já doou 1.171 computadores e recolheu 306 toneladas de lixo eletrônico, como placas, ferro, toner, tubos, pilhas, objetos não ferrosos e rejeitos.

O Recytec recebe resíduos eletrônicos de pessoas físicas e jurídicas (públicas e privadas). Para isso, basta encaminhar o material até a sede do programa na ETEc de Cuiabá (localizada na Avenida Gonçalo Antunes de Barros, bairro Carumbé, em Cuiabá-MT), ou agendar pelo contato: 65 9 9229 2675. O material é recolhido ao longo de meses e, a partir daí, é agenda doação em solenidade pública.

*Sob supervisão de Téo Meneses.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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