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Seciteci lança projeto piloto com aulas gratuitas de capacitação digital para idosos

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) realiza, nesta quarta-feira (11.6), às 8h, a aula inaugural do Projeto Muxirum Digital MT, que oferecerá capacitação digital para idosos de forma gratuita. O lançamento será realizado na Escola Técnica Estadual de Cuiabá (ETEC) e conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

O Muxirum Digital MT propõe aulas práticas e materiais didáticos gratuitos, com linguagem simples, para pessoas que possuem dificuldades de formação tecnológica. Essa é a primeira edição do projeto.

O projeto é quase homônimo ao realizado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Mais MT Muxirum, que busca alfabetizar pessoas com idade acima de 15 anos que, por algum motivo, não aprenderam a ler e escrever no tempo certo.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, explica que a criação do Muxirum Digital partiu da necessidade de capacitar a população idosa para o uso das tecnologias de forma segura e consciente, permitindo a democratização do acesso ao conhecimento digital e promovendo a inclusão social.

“Este é um esforço fundamental para incluir adultos e idosos no mundo digital. À medida que avançamos na era da inteligência artificial e da conectividade, é crucial que não deixemos ninguém para trás. Se não considerarmos todas as pessoas nesse avanço, corremos o risco de aumentar ainda mais o abismo de conectividade e acesso à informação”, destaca o secretário.

Com aulas nas cidades de Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Santo Antônio do Leverger, a meta do projeto é capacitar 160 adultos e idosos.

“O Muxirum Digital é uma iniciativa piloto que busca ensinar habilidades digitais a quem ainda não teve essa oportunidade. A alfabetização digital é uma das missões da nossa secretaria, promovendo inclusão e igualdade de acesso à tecnologia. O projeto representa a nossa luta por justiça, oferecendo a chance para aqueles que ainda não sabem como navegar no mundo digital. Vamos juntos transformar essa realidade”, completa Allan Kardec.

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Em Cuiabá, a aula inaugural ocorrerá na Escola Técnica Estadual, na Avenida Gonçalo Antunes de Barros, s/nº, bairro Carumbé.

Todas as pessoas inscritas no projeto receberão uniformes e material didático. Elas terão aulas sobre uso de aplicativos, ativação de mecanismos de segurança e funcionalidades disponíveis em aparelhos smartphone. As inscrições dos participantes estão sendo realizadas por meio de busca ativa em ambientes estratégicos com o objetivo de maior adesão do público alvo.

Capacitação e preparação da equipe

Antes de iniciar os trabalhos com os idosos, houve um trabalho de preparação e capacitação técnica de toda a equipe do projeto. Foram realizadas palestras sobre interação e abordagem da população idosa, capacitação para o uso do material didático e uma palestra com o delegado Ruy Guilherme Peral da Silva, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, que fez uma exposição dos principais riscos e alternativas para uma prática digital segura.

Para a coordenadora do Muxirum Digital MT, Dannyele Bianca Neves Zamar, a expectativa é que esses conhecimentos adquiridos pela equipe do projeto possam se multiplicar durante o processo formativo dos idosos.

“Nossa expectativa é que as pessoas idosas que realizarem o curso ganhem mais independência, tenham melhor qualidade de vida, menos solidão e acesso facilitado a serviços essenciais. Infelizmente, os golpes contra idosos são uma realidade crescente, especialmente com o aumento do uso da tecnologia. Espera-se que o Muxirum Digital ajude no desenvolvimento de uma expertise desses idosos para não serem mais vítimas. Por isso, fizemos questão de capacitar os nossos bolsistas. Esse é um conhecimento técnico e precisa de uma estratégia qualificada para ser bem aproveitado e transmitido”, explica a coordenadora.

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O secretário adjunto de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci, Rodrigo Zanin, afirma que o empenho de toda a equipe significa um compromisso em diminuir a falta de conhecimento técnico e oportunizar um espaço mais acessível para todos.

“Estamos aqui para recuperar e trazer para o mundo digital aquelas pessoas que não tiveram a oportunidade de conhecer esse universo. Essa é a nossa principal expectativa. Portanto, este projeto representa uma oportunidade para a Seciteci fazer a sua parte, resgatar essas pessoas e proporcionar a integração delas no mundo digital. Juntos, podemos construir um futuro mais inclusivo e acessível para todos”, afirma Zanin.

Responsável por elaborar o conteúdo didático, a professora titular da UFMT, Graciely Santos Souza, diz que a inclusão digital de idosos é uma questão de cidadania. “A tecnologia, quando acessível, amplia as possibilidades de comunicação, acesso à informação, serviços públicos e participação social. No contexto atual, em que muitos serviços migraram para o meio digital, garantir que os idosos tenham autonomia para usar o celular, aplicativos e redes sociais é também garantir que eles exerçam plenamente seus direitos. O Projeto Muxirum Digital é uma ponte entre a experiência de vida dessas pessoas e as ferramentas tecnológicas do presente, sendo uma excelente iniciativa da Seciteci”, ressalta.

*Sob supervisão de Téo Meneses

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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