MATO GROSSO

Seciteci premia alunos e professores ganhadores da Mostra Estadual das Escolas Técnicas

Publicado em

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) realizou, na tarde desta quinta-feira (14.8), cerimônia de reconhecimento e premiação de professores e alunos vencedores da 4ª edição da Mostra Estadual das Escolas Técnicas (MEET).

Além dos participantes ganhadores de todo o Estado, o evento contou com a presença de autoridades e servidores da comissão de organização da MEET. A cerimônia foi realizada na Escola Técnica Estadual (ETEC) de Cuiabá.

O evento foi aberto com uma apresentação cultural do duo Vibrajazz, composto pelos músicos Alex Teixeira e Sidnei Duarte. Após a performance, o secretário da Seciteci, Allan Kardec, ressaltou a importância da pesquisa na educação profissional e tecnológica.

“Nossos alunos estão acessando o mercado de trabalho e mudando de vida devido à educação gratuita oferecida através das nossas 17 ETECs. Isso é revolução social através da educação de qualidade”, afirma Allan.

Segundo o secretário adjunto de Educação Profissional e Superior da Seciteci, Dimorvan Brescancim, o sucesso do trabalho é fruto de um esforço em conjunto das equipes. “A gente está vendo o quanto o nosso trabalho é importante, principalmente para as pessoas que estão lutando para estudar e conquistar um diploma para trabalhar com uma remuneração melhor”, completou.

Leia Também:  Governo empossa novos diretores escolares e anuncia projetos de incentivo a alunos e professores

A professora Simone Guarnieri, integrante da Comissão Organizadora da MEET, também parabenizou o esforço coletivo das equipes de organização e ressaltou o alcance recorde atingido nesta edição.

A 4ª MEET contou com todas as Escolas Técnicas Estaduais com um total de 473 trabalhos, uma participação recorde – cerca de 165,7% maior que o registrado em 2024, quando houve 178 inscrições.

Premiação

Neste ano, o tema da MEET premiou projetos focados em energias renováveis, meio ambiente e sustentabilidade. A premiação foi dividida em dois segmentos: aluno e professor orientador. Foram premiados os três primeiros colocados de cada categoria.

No segmento aluno, a premiação consiste em: um smartphone (1º lugar), um tablet (2º lugar) e um Smart Speaker Amazon Echo Dot (3º lugar). Para os professores orientadores, a premiação é: Kit Professor Tech, composto por um tablet, uma mochila; um projetor 4K HD (150 polegadas) e um controle apresentador de slides (1º lugar); um Smartphone (2º lugar) e um tablet (3º local).

Os projetos ganhadores da MEET também foram automaticamente classificados para a 17ª Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (MECTI), que será realizada em outubro, durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCTI), em Cuiabá.

Leia Também:  MT Criativo promove curso para fortalecimento da cultura de inovação em organizações civis

“Eu me sinto muito feliz e agradecida porque o empenho que estou mostrando nas aulas já apresentam resultado e já consegui uma vaga no mercado de trabalho na área do meu curso”, afirma a aluna Isabelly Daghetti da Silva. Ela estuda na ETEC de Lucas do Rio Verde, cursa Agronegócio e ficou em terceiro lugar na premiação com a pesquisa Bio Construtor.

Conheça os projetos vencedores da 4ª MEET, clicando aqui.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Published

on

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Polícia Militar prende homem por porte ilegal de arma de fogo e apreende munições

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  "Projeto Antifacção é o 1ª passo para fortalecer o Estado a enfrentar o crime", afirma Mauro

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA