MATO GROSSO

Secretaria de Educação formaliza adesão do Projeto MPT na Escola

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) assinou na tarde desta terça-feira (10.3), o ato de adesão do Projeto MPT na Escola, do Ministério Público do Trabalho (MPT).

O projeto tem como objetivo orientar adolescentes e suas famílias sobre a aprendizagem profissional como forma legal, protegida e educativa de inserção no mundo do trabalho.

De acordo com a secretária adjunta de Gestão Educacional, Jessyca Campos, “queremos que os estudantes tenham oportunidades e acompanhamento durante esse processo para que estejam mais preparados para as próximas etapas, seja o ingresso na universidade ou o caminho profissional que escolherem seguir”, afirmou.

Já para o procurador do Trabalho, André Canudo Lima, a concretização do projeto representa uma combinação que garante a permanência na escola, geração de renda com direitos trabalhistas, proteção e formação profissionalizante.

“A participação do Estado, por meio da Seduc, no projeto MPT na Escola, é importante para atingir o mesmo objetivo: proteção da criança e do adolescente e o fomento ao direito à profissionalização”, afirmou o procurador.

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A proposta contempla materiais pedagógicos estruturados em cadernos de orientação e gibis informativos organizados por etapa de ensino. Nos 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, o material orienta sobre a legislação da aprendizagem profissional, destacando direitos trabalhistas, requisitos legais e o papel do MPT na fiscalização e garantia da proteção dos adolescentes.

Metodologia

Com metodologia ativa, interdisciplinar e estruturada em sequências didáticas integradas aos componentes curriculares, o projeto está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A implementação na Rede Estadual busca fortalecer a formação cidadã, reduzir a evasão escolar, ampliar o conhecimento sobre direitos trabalhistas e assegurar que o ingresso no mundo do trabalho ocorra de forma digna, protegida e articulada à educação formal.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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