A Expo Auto Mecânica 2025, feira de negócios de peças e serviços do setor automotivo, conta com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). O evento, que será realizado de 14 a 16 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal, promete movimentar o setor automotivo de Mato Grosso com exposição de tecnologias, capacitações e oportunidades de negócios.
Organizada pelo Sindicato das Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios de Mato Grosso (Sindirepa-MT), a feira tem como foco a exposição de tecnologias, capacitações técnicas e soluções inovadoras voltadas à modernização das oficinas e valorização dos profissionais do setor.
Durante o evento, a Sedec contará com um estande institucional em parceria com Desenvolve MT, onde serão apresentadas linhas de crédito de R$15 mil a R$1,5 milhão. O atendimento terá foco especial na linha de transporte e na linha Mulher Empreendedora, que dialoga com o público do encontro Mulher Mecânica e com as palestras voltadas à capacitação feminina no setor que integram a programação do evento.
A Sedec também apresentará durante o evento os benefícios fiscais voltados à produção de autopeças e à modernização de empresas do segmento, reforçando o compromisso do Governo do Estado com o crescimento do setor automotivo, o fomento ao empreendedorismo e o estímulo à inovação na indústria mato-grossense.
“A Expo Auto Mecânica é uma oportunidade importante para fortalecer o setor automotivo mato-grossense e aproximar o poder público dos empreendedores. Para a Sedec, apoiar iniciativas como essa faz parte do nosso compromisso de impulsionar o desenvolvimento econômico, através da indústria, comércio e serviço, setores que promovem competitividade e a geração de emprego e renda em Mato Grosso”, destacou o superintendente de Indústria e Comércio da Sedec, Adoniram Magalhães.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.