MATO GROSSO

Seduc abre seletivo para militares da reserva atuarem em escolas cívico-militares de Mato Grosso

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A Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc) abriu, nesta segunda-feira (2.3), processo seletivo para cadastro de reserva destinado à contratação temporária de militares da reserva para atuação nas escolas cívico-militares da rede estadual. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado.

O seletivo tem como objetivo atender à demanda das escolas estaduais convertidas no modelo cívico-militar e da própria Seduc. O chamamento dos profissionais no cadastro de reserva dependerá da abertura de vagas, conforme necessidade da administração pública.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema Estadual de Seleção (SIES/MT), até o dia 9 de março de 2026, até às 23h59 (horário de Cuiabá). Cada candidato poderá realizar apenas uma inscrição por CPF e deverá indicar o município de preferência para atuação. Toda a documentação exigida precisa ser anexada em formato PDF no ato da inscrição.

Podem participar oficiais e praças das Forças Auxiliares (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar) ou das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), desde que estejam na reserva ou com passagem já agendada. Para monitores, é necessário ter cumprido o período obrigatório de serviço. Todos devem ter disponibilidade de 40 horas semanais e não possuir acúmulo irregular de cargos.

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O processo seletivo será composto por três etapas: inscrição (com envio de documentos), análise curricular (que inclui avaliação de títulos, cursos e experiência profissional, conforme Barema), e curso de formação obrigatório, com carga horária de 20 horas, ofertado em ambiente virtual pela plataforma AVADEP. A não conclusão do curso até a convocação impedirá a formalização do contrato.

A remuneração varia conforme a função exercida. Para militares estaduais da reserva, a designação ocorrerá via Prestação de Tarefa por Tempo Certo (PTTC). Já militares de outras forças poderão ser contratados por meio de Prestação de Tarefa por Tempo Determinado (PTTD), com remuneração equivalente aos cargos DGA-4 (Oficial de Gestão Cívico-Militar e Oficial de Gestão Educacional Militar) e DGA-5 (Monitor), conforme legislação vigente.

O edital reserva 10% das vagas às pessoas com deficiência (PcD), desde que comprovada a compatibilidade com as atribuições do cargo. Os candidatos deverão anexar laudo médico atualizado no ato da inscrição. Caso não haja aprovados na condição de PcD, as vagas serão revertidas para ampla concorrência.

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A classificação final será divulgada por município, por polo das Diretorias Regionais e Metropolitana de Educação e também em lista estadual. Em caso de empate, serão considerados critérios como maior tempo de serviço na força, antiguidade militar e maior idade.

O processo seletivo terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado a critério da Seduc-MT. A convocação ocorrerá conforme surgimento de vagas nas unidades escolares, respeitando rigorosamente a ordem de classificação.

CRONOGRAMA OFICIAL
• Publicação do edital: 27/02/2026
• Período de impugnação ao edital: 27/02/2026 e 02/03/2026
• Resultado das impugnações: 04/03/2026
• Período de inscrições e solicitação de cota PcD: 02/03/2026 até 09/03/2026 (23h59)
• Análise das inscrições: 10/03/2026 a 18/03/2026
• Resultado preliminar das inscrições: 18/03/2026 (a partir das 17h)
• Prazo para recursos: 18/03/2026 (17h) até 20/03/2026 (23h59)
• Resultado final das inscrições: 25/03/2026
• Curso de Formação: até o ato da convocação
• Convocação nas DREs/DME: 27/03/2026 a 31/03/2026
• Início das atividades: 01/04/2026

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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