MATO GROSSO

Seduc divulga nomes dos estudantes e professores vencedores da VI Mostra Steam MT 2025

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) divulgou, nesta terça-feira (11.11), a lista com os projetos vencedores da VI Mostra STEAM MT 2025. Os ganhadores foram escolhidos por uma banca examinadora, após apresentarem os trabalhos desenvolvidos entre os dias 5 e 7 de novembro.

Além de três vencedores na Categoria C1 (Ensino Fundamental – Anos Finais) e na Categoria C2 (Ensino Médio), também há um vencedor com o melhor vídeo do projeto, que foi publicado nas redes sociais com a hashtag #steammt2025.

O vídeo, que tem 1 minuto de duração, é da Categoria C2, da Escola Estadual 5 de Abril, de São José do Xingu, com o tema Horta Conectada – Inovação e Sustentabilidade.

Na Categoria C1, ficou em 1º lugar Guardiões da Nascente: Matemática e Tecnologia na Preservação da Água, da Escola Estadual Cecília Meireles, de Alta Floresta. Em 2º lugar ficou o projeto JARDLAB: Zoologia do Jardim Sensorial com ênfase no processo de Polinização no Ambiente Escolar, da Escola Estadual Deputado Dormevil Faria, de Pontes e Lacerda.

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O 3º lugar ficou com o projeto Ventos e Raios da Sustentabilidade, da Escola Estadual Patriarca da Independência, de Tangará da Serra.

Já na Categoria C2, ficou em 1º lugar o projeto Uso de Realidade Aumentada no Estudo do Relevo na Educação Básica: A Importância da Preservação Ambiental na Mitigação de Desastres Ambientais em Regiões Serranas, da Escola Estadual Deputado Francisco Eduardo Rangel Torres, de Rio Branco.

Em 2º lugar ficou Caminhos das Aves e das Águas: Biodiversidade e Sustentabilidade na Escola Antonia Moura Muniz, da Escola Estadual Antonia Muniz, de Juína, e em 3º lugar ficou o projeto Compostagem pelo Mundo, da Escola Estadual Deputado Bertoldo Freira, de São José dos Quatro Marcos.

Premiações

Os estudantes e professores orientadores das equipes premiadas receberão equipamentos tecnológicos como forma de incentivo à pesquisa e ao protagonismo estudantil. O 1º lugar vai receber um notebook para cada estudante e professor orientador; o 2º lugar receberá um tablet para cada integrante da equipe; e o 3º lugar, um headphone para cada participante. Já a equipe responsável pelo melhor vídeo será premiada com um tablet para cada estudante e professor.

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Steam

A abordagem STEAM integra cinco áreas do conhecimento, Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática (sigla em inglês de Science, Technology, Engineering, Art and Math). Essa abordagem propõe o aprendizado por meio de projetos e desafios práticos, colocando os estudantes no centro do processo educativo e promovendo uma aprendizagem ativa e interdisciplinar.

Confira AQUI a lista dos projetos ganhadores.

*Sob supervisão de Rui Matos

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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