MATO GROSSO

Seduc e gestores escolares alinham diretrizes e planejamento para início do ano letivo

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) inicia na próxima segunda-feira (22.01) a Semana Pedagógica 2024. As ações ocorrem nas 647 escolas da Rede Estadual de Ensino até o dia 2 de fevereiro, período que antecede a volta às aulas programada para o dia 5 de fevereiro.

Nos dias 30 e 31 de janeiro, a Seduc promove, em parceria com o Sebrae, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, o evento “Trilhando o Futuro: Um novo jeito de fazer educação”, com palestras, oficinas e salas temáticas para cerca de 4 mil convidados, entre educadores, gestores e demais envolvidos na formação educacional.

“A Semana Pedagógica é um período de extrema importância, porque permite que as equipes gestoras das escolas definem as ações que serão desenvolvidas ao longo do ano, alinhadas ao Projeto Político Pedagógico (PPP) de cada escola. Na Semana Pedagógica tudo se converge. Os coordenadores terão a oportunidade de realizar diagnósticos, construir intervenções e redefinir metas e objetivos, tanto nas suas unidades escolares quanto no evento coletivo realizado na Capital”, destaca o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.

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Ele ressalta que o planejamento pedagógico ocorre em diferentes níveis, envolvendo a direção escolar, a coordenação pedagógica, os professores e a secretaria escolar, que determinam com a participação da comunidade o que conterá no planejamento geral da escola.

Além do planejamento, a Semana Pedagógica também é uma oportunidade para nova formação dos profissionais da educação. Nesse período, são realizadas instruções organizadas pela Secretaria-adjunta de Gestão de Pessoas (SAGP) e Secretaria-adjunta de Gestão Educacional (SAGE). As formações têm como objetivo capacitar os professores e demais profissionais, proporcionando a atualização de conhecimentos e o aprimoramento das práticas pedagógicas.

Neste ano, a Semana Pedadógica contará com alguns diferenciais, como a realização de atividades que envolvam a comunidade escolar. Uma das ações, realizadas pela mediação escolar, é uma formação online, no dia 24 de janeiro, abordando temas que contribuem para o fortalecimento dos vínculos entre os diferentes atores da educação e para a construção de um ambiente propício ao aprendizado. A transmissão será aberta para quem quiser assistir.

Outra novidade é a distribuição do Manual da Coordenação Pedagógica – uma estratégia adotada pela Seduc para subsidiar o trabalho dos coordenadores. O manual traz orientações práticas sobre as políticas educacionais, além de disponibilizar um código QR com os orientativos de todos os processos educacionais.

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“É um material que começou a ser elaborado em 2023 e uma iniciativa que visa garantir que os coordenadores possam desempenhar seu papel de líderes junto à comunidade escolar de maneira autônoma, contando com o suporte da Seduc, das secretarias adjuntas e das diretorias regionais de educação”, finaliza o secretário.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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