MATO GROSSO

Seduc reforça compromisso com educação indígena durante 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada

Publicado em

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) encerrou, neste domingo, a 3ª Convenção Gestão Escolar Conectada, promovida em parceria com o Sebrae-MT, de 21 a 24 de maio, em Chapada dos Guimarães. A formação reforçou o compromisso com a melhoria da aprendizagem e com uma educação pública conectada às diferentes realidades culturais e educacionais da Rede Estadual.

Um dos temas da formação, voltado às escolas indígenas, destacou a importância de uma gestão pedagógica construída a partir das realidades culturais, sociais e linguísticas de cada povo.

Durante a programação, gestores e profissionais da educação discutiram estratégias de planejamento pedagógico, acompanhamento escolar e definição de metas voltadas ao fortalecimento do ensino nas comunidades indígenas.

A secretária de Estado de Educação, Flávia Soares, ressaltou que os processos de gestão e avaliação das escolas indígenas precisam considerar as especificidades de cada comunidade, respeitando as realidades culturais e educacionais dos povos indígenas.

Segundo ela, aplicar avaliações de maneira igual para contextos diferentes pode gerar desigualdades. Para isso, a secretaria trabalha com estratégias específicas voltadas à educação indígena e ao fortalecimento da gestão pedagógica nas unidades escolares.

Leia Também:  Seplag realiza 3º Encontro de Gestão de Pessoas do Estado a partir desta terça-feira (26)

“Respeitar as especificidades dos povos indígenas é necessário. Mas temos compromisso com a educação como um todo e, principalmente, com as nossas crianças e jovens”, destacou a secretária.

O diretor da Escola Estadual Indígena Malamalali, de Tangará da Serra, Willian Mars Cristiano Nazokemae, afirmou que o principal foco da formação é garantir uma aprendizagem de qualidade para os estudantes.

“Criar estratégias através da ferramenta do Modelo de Excelência em Gestão Escolar, o MEG Educação, é traçar metas para que o aluno possa ter uma aprendizagem de qualidade. O foco principal disso tudo são os nossos estudantes, eles são o nosso futuro”, afirmou.

Durante a formação, também foi anunciada a criação na Seduc de um comitê voltado à educação indígena, com o objetivo de ampliar o diálogo sobre gestão escolar, avaliação e acompanhamento pedagógico nas escolas da modalidade.

Das 331 escolas da Rede Estadual, 70 são escolas de educação indígena. Elas atendem mais de 11 mil estudantes de 340 aldeias, em todas as fases do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Essas unidades também contam com material pedagógico e projetos de recomposição da aprendizagem específicos para a modalidade.

Leia Também:  CCORELB: Representantes das Corregedorias Eleitorais discutem e encaminham procedimentos

3ª Convenção de Gestão Escolar Conectada

A programação da 3ª Convenção de Gestão Escolar Conectada abordou temas ligados ao funcionamento das unidades, como gestão escolar e pedagógica, limpeza e organização dos ambientes, alimentação e nutrição escolar, manutenção e conservação da infraestrutura, patrimônio mobiliário e imobiliário, além da sensibilização e contextualização sobre escolas indígenas.

Além disso, os participantes puderam trabalhar fundamentos do MEG Educação, e a metodologia PDCA, utilizada para orientar etapas de planejamento, execução, verificação de resultados e correção de rotas. Essas ferramentas também apoiam a análise de dados e a elaboração de planos de melhoria para as 630 escolas estaduais.

A dinâmica da convenção priorizou o trabalho colaborativo entre equipes escolares e regionais, com apoio técnico das Diretorias Regionais de Educação, promovendo a pactuação de prioridades e estratégias de intervenção conforme as necessidades de cada território.

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros combate três incêndios florestais neste domingo (11)

Published

on

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste domingo (11.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Juruena, Santa Terezinha e Rosário Oeste.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 34 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 30 focos foram registrados na Amazônia e quatro focos no Cerrado.

Em Terras Indígenas, foi identificado um foco de calor na Terra Indígena Aripuanã, em Aripuanã.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Leia Também:  PM prende suspeito por violência doméstica e porte ilegal de arma em Poxoréu

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

Leia Também:  Governador vai a Porto Alegre do Norte para acompanhar assinatura da ordem de serviço da BR-158

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA