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“Sem o subsídio do Governo de MT, não seria possível adquirir uma casa com a renda que temos”, afirma morador de Campos de Júlio

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O casal Rodolfo e Marcian Nunes realizou o cadastro no programa SER Família Habitação e está em busca de uma das 200 casas que serão construídas no bairro São Sebastião, em Campos de Júlio. Eles são naturais de Vila Bela da Santíssima Trindade e moram na cidade há seis anos. Mudaram-se em busca de oportunidades de trabalho e, agora, aguardam ansiosos pelo resultado da avaliação para saber se estão aptos a receber o subsídio de até R$ 20 mil, concedido pelo Governo de Mato Grosso, para aquisição da moradia própria.

As obras do empreendimento foram lançadas na quarta-feira (12.3) pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. Na ocasião, os interessados lotaram o Centro Cultural da cidade para receber os primeiros atendimentos do programa, que, na modalidade Entrada Facilitada — da qual o residencial faz parte —, subsidia em até R$ 20 mil os beneficiados na aquisição do imóvel.

“Desde o início da gestão, eu e Mauro (governador Mauro Mendes) sempre pensamos em como dar às pessoas a oportunidade de ter sua casa própria. Vivi parte da minha vida em casas cedidas, primeiro pela empresa onde meu pai trabalhava e depois por uma tia, e sei como é difícil. Então, é com muita alegria que vejo o SER Família Habitação construindo sonhos e entregando não apenas a chave da casa, mas também dignidade e esperança às famílias”, afirma Virginia Mendes.

Rodolfo e Marcian contam que sempre sonharam em ter uma casa, mas a renda era insuficiente para um financiamento. Quando se mudaram para Campos de Júlio, viram no crescimento econômico da região uma chance de realizar esse sonho tão desejado.

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“Ter uma casa própria sempre foi um sonho, como dizia minha mãe, e, sem o subsídio do Governo de Mato Grosso, não seria possível adquiri-la com a renda que temos. Então, entregamos nas mãos de Deus para alcançar essa bênção. Se for da vontade dele, o momento de conquistar será agora”, afirma Rodolfo.

Outro casal que também estava entre os atendidos para o cadastro era Antônio Carlos e Maria Tamires. Eles vieram de Alagoas em busca de trabalho e, desde então, nunca ficaram desempregados. Por conta das oportunidades, sentem-se acolhidos em Mato Grosso e afirmam que a chance de ter uma casa própria reforça a convicção de que fizeram a escolha certa ao mudar-se.

Antonio e Maria Tamires vieram de Alagoas em busca de trabalho e abraçaram a oportunidade de se fixar no município. Foto: Marco Aurélio Guimarães / MT Par

Antônio, que atualmente é operador de máquinas em uma usina, conta que está cheio de esperança e deseja sair da quitinete onde mora com a esposa e a filha. Ele relata que se sente confortável e seguro na cidade, mas falta ter um espaço próprio para sua família, onde possam ter mais privacidade. Hoje, eles dividem um ambiente com outras três famílias.

“Vim para cá porque sempre ouvi que Mato Grosso era um lugar bom para trabalhar. Lá, em Alagoas, a situação está difícil. Não há paz e não há emprego. Para você ter uma ideia, cheguei aqui como auxiliar de serviços gerais, e meu chefe disse que, se eu decidisse ficasse, ele me ajudaria a ser operador de máquinas. E assim aconteceu. Em menos de seis meses, fui promovido. Com isso, consegui trazer minha esposa e minha filha depois de um ano de trabalho. Agora, falta apenas uma casa para que possamos viver com mais tranquilidade e conforto”, afirma.

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As casas que estão sendo construídas em Campos de Júlio fazem parte do programa habitacional do Governo de Mato Grosso, SER Família Habitação, liderado pela primeira-dama, Virginia Mendes. Elas integram a modalidade Entrada Facilitada, operacionalizada pela MT Participações e Projetos (MT Par).

De acordo com o presidente da MT Par, Wener Santos, o programa habitacional também impulsiona o desenvolvimento econômico, além de contribuir para a solução de um problema latente no Estado: a falta de mão de obra. Muitas empresas enfrentam dificuldades para expandir suas operações devido à escassez de trabalhadores, e aqueles que chegam de fora se intimidam com os altos preços dos aluguéis e as dificuldades para adquirir um imóvel.

“Queremos atender pessoas que trabalham, mas não conseguem acessar um financiamento por conta do valor da entrada, já que a parcela geralmente equivale ao aluguel. Com o programa, o governo subsidia até R$ 20 mil, e o beneficiado ainda pode acumular os recursos vindos do programa federal de habitação e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Em grande parte dos casos, essa soma permite zerar o valor da entrada”, explica Wener Santos.

Aos moradores de Campos de Júlio, o presidente da MT Par esclarece que outras unidades habitacionais serão disponibilizadas em breve. A prefeitura da cidade, representada pelo prefeito Irineu Marcos Parmeggiani, informou que há terrenos públicos municipais disponíveis para firmar novas parcerias e ampliar o programa na região.

O empreendimento é uma parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades e tem como agente financeiro a Caixa Econômica Federal (CEF).

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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