MATO GROSSO

Sema e MPE notificam frigorífico a promover adequações para evitar propagação de odor

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e a Promotoria de Justiça de Matupá, município distante 682 km de Cuiabá, realizaram inspeção conjunta em um frigorífico na região para verificar se a unidade está adotando as medidas recomendadas pelo órgão ambiental para evitar a propagação de mau cheiro oriundo da atividade desenvolvida pelo estabelecimento.

O frigorífico é alvo de inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Estadual após denúncias de moradores da região sobre a existência de mau cheiro proveniente das atividades desenvolvidas pela unidade.

A Unidade Desconcentrada da Sema em Guarantã do Norte informou que no ano passado o frigorífico havia sido notificado a promover a limpeza das lagoas de estabilização e um maior controle de gases. Na inspeção realizada esta semana, os técnicos do órgão ambiental constataram a necessidade de uma nova limpeza das lagoas de estabilizações subsequentes à anaeróbia e de colocação de tubulações afogadas nas entradas de cada lagoa.

Foram recomendados também a disponibilização de tampas em grelhas abertas e o uso de desodorizantes, bioativadores ou bioestabilizadores nas unidades primárias de tratamento de efluentes para a eliminação de odores, além da adequação do crematório para atendimento de normas referentes a Materiais Específicos de Risco (MER).

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A Promotoria de Justiça de Matupá, por sua vez, recomendou a implantação de cerca-viva, tipo cinturão de eucalipto, no entorno da unidade fabril para conter possíveis odores na redondeza. O frigorífico terá um prazo de 90 dias para adotar as medidas de minimização e mitigação. Na sequência a Sema fará a avaliação e, em caso de descumprimento, serão adotadas sanções legais.

A propagação de odores em atividades alimentícias pode ocorrer em várias situações, entre elas, a falta de Equipamentos de Controle de Poluição Atmosférica (ECP), falhas operacionais, falta de controle, inversões térmicas, entre outras questões.

Para descobrir a origem do mau cheiro existente na região, a Sema e as secretarias municipais de meio ambiente de Matupá e Peixoto de Azevedo aplicaram questionário de avaliação de impacto odorante para colher informações junto à população sobre períodos, tipos de incômodos, descrição do odor, grau e, o ponto de vista do entrevistado referente ao tipo de atividade que poderia causar o incômodo.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros combate quatro incêndios florestais nesta terça-feira (13)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta terça-feira (13.10), quatro incêndios florestais registrados nos municípios de Água Boa, Nova Xavantina, Nossa Senhora do Livramento e Juruena.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 59 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 18 focos no Cerrado, e dois focos no Pantanal.

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro focos na Terra Indigena Parque do Xingu, em Querência, e dois focos na Terra Indigena Parabubure, em Campinápolis.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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