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Senadores conhecem produção de indígenas mato-grossenses que é referência em sustentabilidade

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A produção sustentável de povos indígenas de Mato Grosso é considerada referência nacional. Somente os Haliti-Paresi, de Campo Novo do Parecis (a 400 km de Cuiabá), plantam mais de 17 mil hectares de soja tradicional, milho e feijão, entre outras culturas. Nesta quinta-feira (26.10), o vice-governador Otaviano Pivetta e senadores visitaram a sede da Cooperparesi para conhecer a realidade dos produtores locais.

A visita também subsidia as ações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, em andamento no Senado.

Senador pelo Amazonas, Plínio Valério, relator da CPI das ONGs, afirmou que os indígenas Paresi são exemplos de trabalho e independência para outros povos brasileiros.

“O que esses indígenas estão fazendo em Mato Grosso é referência para todo o Brasil. São exemplos de garra e coragem. Os nossos indígenas do Amazonas precisam ver o que está se fazendo aqui, e vocês ainda vão muito mais longe. Queremos divulgar a experiência e os exemplos de vocês para todo o Brasil”, manifestou.

“O Governo está entusiasmado e tem muito orgulho do que os povos Paresi estão fazendo em Mato Grosso. É algo inédito no Brasil. Ficamos impressionados com a qualificação, o preparo, o nível de consciência que eles têm, e a capacidade de tornar o ambiente da comunidade indígena cada vez mais rico e justo, criando soluções para os próprios problemas”, destacou o vice-governador Otaviano Pivetta.

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O senador Mauro Carvalho Junior destacou que, como Senado Federal, precisam pensar políticas públicas que tragam segurança jurídica e auxiliem no desenvolvimento dessa produção sustentável.

“Viemos conhecer a realidade da etnia Paresi e o que vimos foi um povo que quer trabalhar e que já está produzindo com responsabilidade e sustentabilidade, preservando o meio ambiente”, ponderou.

Junto dos povos Nambikwara e Manoky, a produção anual supera 100 milhões de quilos, o equivalente a 100 mil toneladas.

Atualmente, a área utilizada para produção agrícola representa menos de 2% de todo o território indígena da região, que tem mais de 1,2 milhão de hectares.

“Temos uma produção totalmente sustentável. Adotamos materiais convencionais, sem genes de resistência, e só fazemos uso de defensivos biológicos, como bactérias e vírus, para combater as pragas”, destacou o presidente da cooperativa indígena Cooperparesi, Lúcio Ozanaezokaese.

A prática da agricultura indígena na região teve início há cerca de 20 anos, com apoio dos próprios produtores rurais locais, e foi adotada como forma de subsistência para a comunidade indígena.

“Com a agricultura a nossa volta, diversos indígenas saíram para trabalhar nas fazendas. Quando percebemos, as comunidades estavam esvaziadas e isso impactou na nossa própria sobrevivência. Com apoio dos fazendeiros e de algumas instituições, e a união do nosso povo, conseguimos tocar esse projeto de produção agrícola”, contou Arnaldo Zunizakae, uma das lideranças indígenas da região.

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Conforme o indígena, com o retorno da produção, parte do valor retorna como benefícios sociais para a comunidade. Outra parte vai para investimentos no próprio solo, infraestrutura das sedes e para fomentar o etnoturismo na região.

“Mato Grosso tem nos orgulhado em vários aspectos, e esse povo é um dos exemplos do que a gente deve se orgulhar. Eu sempre falo que não tem como preservar uma cultura sem desenvolvimento, e foi o que eles mostraram. Eles falaram: ‘se nós não produzirmos, se não continuarmos a dar dignidade ao nosso povo, nós vamos desaparecer’, e é o que eles estão fazendo aqui, dando dignidade ao povo deles e por meio do trabalho, isso é o mais importante”, comentou a senadora Margareth Buzetti.

Também acompanharam a visita à Cooperparesi os senadores Jayme Campos, Márcio Bittar e Styvenson Valentim e representantes das cooperativas indígenas Cooperhanama, Coopirio e Coopermatsene.

Fonte: Governo MT – MT

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Corpo de Bombeiros resgata saruê e serpente encontradas em residências

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou dois resgates de animais silvestres encontrados em residências nos municípios de Confresa (a 1.059 km de Cuiabá) e Campo Verde (a 141 km de Cuiabá), entre a noite de sexta-feira (1.5) e a madrugada de sábado (2.5).

No primeiro atendimento, registrado na noite de sexta-feira (1.5), a equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM) foi acionada por volta das 19h50 para atendimento em uma residência localizada no bairro Jardim Campo Verde 2, em Campo Verde.

Segundo os moradores, havia um saruê, popularmente conhecido como gambá, dentro do imóvel. No local, os bombeiros encontraram o animal saudável e sem lesões aparentes. Após o resgate, o animal foi transportado para um local seguro e solto em seu habitat natural, distante da área urbana.

Já na madrugada deste sábado (2.5), a equipe da 2º Núcleo Bombeiro Militar (2º NBM) foi acionada por volta da 00h05 para resgatar uma serpente que estava na residência de um morador do Setor Santa Genoveva, em Confresa.

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Ao chegar, a equipe constatou que o animal estava escondido no interior de uma máquina centrífuga, enrolado junto ao motor, oferecendo risco aos moradores. Rapidamente, a equipe realizou a remoção segura da serpente, utilizando equipamentos adequados e acesso à parte inferior da máquina. Após o resgate, o animal foi solto em área de mata.

Orientação

O CBMMT reforça que, em casos de avistamento de serpentes ou outros animais silvestres, a orientação é manter distância e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar pelo número 193. Deve-se evitar qualquer tentativa de captura por pessoas não capacitadas, garantindo a segurança de todos.

Fonte: Governo MT – MT

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