MATO GROSSO

Servidores da Justiça Eleitoral participam de capacitação em Linguagem Simples

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O Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso seguem juntos pela simplificação da linguagem aplicada nos atos processuais e julgamentos. Um exemplo dessa parceria foi o curso de Linguagem Simples ministrado pelo Laboratório de Inovação do TJMT, o InovaJusMT, que contou com dez servidores da Justiça Eleitoral. O evento ainda teve a participação do juiz-membro do TRE, Edson Dias Reis, e do juiz da 1ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Jamilson Haddad Campos.

“Temos o compromisso de colocar em prática a linguagem simples na comunicação do Tribunal Eleitoral. Temos um grupo avaliando os principais documentos emitidos por essa Especializada e qual o melhor formato de texto e diagramação que devem ser adotados para garantir o acesso à Justiça por parte de todos, independentemente de escolaridade, nível de conhecimento jurídico ou condição social”, destacou Edson Dias Reis, que é o coordenador do projeto de Linguagem Simples no TRE.

A capacitação abordou parâmetros necessários para construção de textos claros, concisos e objetivos. “Vimos na prática como o uso da linguagem simples facilita a compreensão dos direitos e deveres do cidadão, permitindo o acompanhamento de processos e desmistificando a imagem do Judiciário”, completou Edson Dias.

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A ação faz parte do pacto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela linguagem simples, que consiste na adoção de ações, iniciativas e projetos a serem desenvolvidos em todos os segmentos da Justiça e em todos os graus de jurisdição, com o objetivo de adotar linguagem simples, direta e compreensível a todos os cidadãos e cidadãs na produção das decisões judiciais e na comunicação geral com a sociedade.

A linguagem simples também pressupõe acessibilidade, já que os tribunais devem aprimorar formas de inclusão, com uso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição ou outras ferramentas similares, sempre que possível.

O curso foi realizado no dia 23 de maio em ambiente virtual pela Plataforma Teams.

 

Daniel Dino

Assessoria TRE-MT

#DescriçãoDaImagem Captura de tela com imagem de aproximamente 30 participantes do curso 

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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