MATO GROSSO

Servidores da Sesp participam de painel sobre ideias inovadoras para o serviço público

Publicado em

Servidores da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), do Núcleo de Pesquisas Científicas (NPC), Ueliton Peres de Oliveira e Rosária Cristina da Silva Ormond estão entre os oitos palestrantes do painel “CriativAção – Seu problema pode ser o meu”, que será realizado nesta quarta-feira (26.04), das 8h30 às 11h30, pela Gerência do Laboratório de Inovação da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag-MT).

Durante o evento online, que será transmitido via canal da Seplag no YouTube, os palestrantes contarão suas experiências criativas e inovadoras para o serviço público, apresentarão suas propostas e os impactos observados na administração pública. O painel é em referência ao Dia Mundial da Criatividade e Inovação, comemorado em 21 de abril.

“Iremos abordar a criação e a estrutura do Núcleo de Pesquisas Científicas da Sesp, nossas frentes de trabalho, as ações que estamos realizando e as que pretendemos realizar. A ideia é apresentar o nosso planejamento e como isso impacta ou vai impactar a Secretaria de Segurança Pública pensando nesse mundo da pesquisa”, disse Uelinton Peres, analista do Sistema Socieducativo.

Leia Também:  Sinop: programa trabalha prevenção e conscientização sobre o tabagismo

Conforme o servidor, o NPC trabalha em três frentes, sendo elas, os eventos de socialização do conhecimento; a criação de um grupo de pesquisa, que está com um cronograma de atividades a ser desenvolvido com diferentes temáticas e, a terceira, que consiste na produção científicas (artigos, livros, etc.).

“Como a gente está no início, primeiramente, estamos fortalecendo os eventos de socialização do conhecimento, vamos fortalecer o grupo de pesquisa e, a partir daí, fomentar as escritas sobre a temática da Sesp-MT em geral”, explicou.

Os demais palestrantes do evento são a coaching Tatiane Barbieri; o professor de Educação Física Valdecarlos Santos; Matheus Spartalis, desenvolvedor Full Stock; Paulo Macedo, gerente da Unidade Estratégica de Inovação e Parcerias; William Viegas, Head de Inovação e Tecnologia no Grupo Rota Oeste; e o analista de TI, Leandro Queiroz.

Sobre o Núcleo
O Núcleo de Pesquisas Científicas da Sesp-MT foi instituído pela Portaria Conjunta N° 06/2022/GAB/SESP, de 10 de outubro de 2022, a qual dispõe sobe a criação do Núcleo de Pesquisas Científicas no âmbito da Secretaria e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e dá outras providências.

Leia Também:  Confira o perfil do secretário Gilberto Figueiredo

O Núcleo tem por finalidade o desenvolvimento e valorização profissional de seus servidores, a partir das seguintes ações: “Incentivo à produção científica no âmbito da Sesp-MT; democratização de acesso às boas práticas desenvolvidas pelos servidores; Criação de banco de dados para a produção de conhecimento científico, bem como a promoção e divulgação de estudos técnicos e científicos.

Serviço
Evento online: “CriativAção – Seu problema pode ser o meu”

Data: 26/04/2023
Horário: 8h30 às 11h30
Transmissão: Via canal do YouTube da Seplag

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Published

on

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Ação integrada fiscaliza clínicas médicas e coíbe venda irregular de remédios em Barra do Garças

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  Lacen identifica nova subvariante da Covid-19 em Mato Grosso

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA