MATO GROSSO

SES divulga lotes de whisky contaminados por metanol; Estado não registra novos casos de intoxicação

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) emitiu, nesta sexta-feira (13.2), uma comunicação de risco de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas para alertar a população durante o Carnaval, período em que aumenta significativamente o consumo.

É importante destacar que não há registro de novos casos confirmados de intoxicação por metanol em Mato Grosso há mais de 30 dias. Ainda assim, a SES continua com o trabalho de monitoramento e intensificação das ações de vigilância.

Até esta sexta-feira (13.2), o Estado registrou seis casos confirmados de intoxicação por metanol e houve quatro óbitos confirmados entre novembro e dezembro de 2025.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou a presença de metanol em 11 lotes de whisky apreendidos em Mato Grosso: LKVV6434, LKVV0636, LKVV2865, LKVV4792, LKVV7186, LKVV3017, LKVV4083, LKVV5373, LKVW0158, LKVW0027 e LKVW1413. Em análise pericial, foi confirmado que alguns lotes tinham cerca de 35% de metanol.

O responsável técnico pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Mato Grosso (Cievs), Menandes Alves de Souza Neto, destaca que, embora não haja surto ativo, a população deve ficar atenta neste período de festas, em que o consumo de bebidas destiladas (vodka, whisky e gin) e de drinks preparados por ambulantes é maior.

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“Os cidadãos devem consumir bebidas alcoólicas adquiridas apenas em estabelecimentos regulares e evitar produtos de procedência duvidosa ou sem rótulo adequado. Também é preciso desconfiar de preços muito inferiores ao de mercado ou de bebidas sem identificação clara de lote e fabricante”, afirmou.

Em caso de sintomas como visão turva, dor abdominal intensa, tontura ou confusão mental após o consumo de bebidas alcoólicas, deve-se procurar imediatamente uma unidade de saúde.

A população deve verificar o rótulo, lote e a data de fabricação antes de consumir as bebidas alcoólicas e denunciar estabelecimentos que comercializem produtos suspeitos por meio do Fale Cidadão.

“Para garantir o atendimento imediato, os antídotos necessários foram disponibilizados de forma estratégica e descentralizada por regional de saúde, permitindo que os casos suspeitos recebam tratamento precocemente em todo o Estado”, concluiu.

Atuação integrada

O monitoramento dos casos de intoxicação por metanol envolve a articulação entre o Cievs, a Superintendência de Vigilância em Saúde, o Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT), as vigilâncias municipais e o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox Cuiabá), garantindo respostas rápidas e coordenação entre os serviços de saúde.

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O Cievs coordena a investigação dos casos, orienta profissionais sobre condutas clínicas e exames essenciais, aciona o Lacen para a análise laboratorial e articula com o Ciatox Cuiabá para suporte toxicológico especializado.

A SES, por meio da Vigilância Sanitária Estadual, orienta e coordena as ações de inspeção, quando necessárias, junto às Vigilâncias Sanitárias Municipais em estabelecimentos e produtos, em articulação com a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A Secretaria também conta com a parceria da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para a realização das análises laboratoriais das bebidas apreendidas.

O Cievs mantém o Painel de Monitoramento atualizado periodicamente para garantir que a população e a imprensa tenham acesso a dados fidedignos.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Médicos do Hospital Municipal de Cuiabá denunciam atraso salarial e cobram repasses da Prefeitura

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Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.

Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.

De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.

Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.

Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.

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A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.

Fonte: Redação

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