MATO GROSSO

SES-MT apresenta ações adotadas para melhoria na regulação do SUS em audiência pública

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apresentou ações de melhoria na área da regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso, durante a audiência pública que debateu o assunto nesta terça-feira (24.10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

De acordo com a secretária adjunta executiva da SES, Kelluby de Oliveira, o Estado já teve grandes avanços em demandas relacionadas à regulação em todo o território mato-grossense. Ela citou o Decreto nº 123 de 2023, que instituiu canais para contato junto à população e depuração da fila existente.

“Desde o início da atual gestão do Governo do Estado foram diversos avanços, como a regulação das macrorregionais, que antes não existia, e o estudo de cada região para mapear os serviços existentes e identificar os possíveis vazios assistenciais em Mato Grosso. Essa estruturação possibilita ao Estado a fácil identificação dos problemas, inclusive daqueles que têm origem nos municípios”, explicou.

A gestora ainda acrescentou que a ampliação dos serviços nos Hospitais Estaduais e Regionais também facilita o acesso da população à assistência em saúde.

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A servidora e superintendente estadual de Regulação, Josied Cunha, que atua há mais de 40 anos na SES, também destacou os ganhos na implantação de quatro Centrais de Regulação de Urgência e Emergência (CRUE) por macrorregião de saúde.

“Quando implementamos a CRUE nas macrorregiões – e temos quatro que já foram implantadas –, estamos cumprindo o princípio de regionalização do SUS e levando para a região uma solução para os problemas. O nosso objetivo é que cada macrorregião tenha cada vez mais serviços. Por exemplo, hoje nós temos duas macrorregiões que podemos considerar completas, porque elas começam desde a atenção primária e vão até a atenção terciária em seu mais alto nível, com procedimentos oncológicos, neurológicos e cardíacos”, avaliou a gestora.

Também participaram da audiência pública o promotor titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível, Milton Mattos, a co-interventora da Saúde em Cuiabá, Deisi Bocalon, o gerente administrativo do Hospital Universitário Júlio Muller, Cassiano Faleiros, a assessora técnica da Comissão de Saúde e Assistência Social do Tribunal de Contas do Estado, Luzinete Siqueira Rosa, a superintendente estadual de Regulação de Urgência e Emergência, Leda Vilaça, além de representantes da sociedade civil organizada.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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