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Sesp assina carta e reafirma compromisso de combater trabalho escravo em MT

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) assinou, nesta terça-feira (28.1), uma carta de compromisso de repactuação das Políticas Nacionais de Combate ao Trabalho Escravo.

Nesta terça, foi celebrado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A assinatura foi realizada pelo titular da Sesp, secretário coronel PM César Roveri, em reunião com a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT).

A presidente da Coetrae-MT, Márcia Ourives, considerou que a assinatura referenda o compromisso do Estado no combate ao trabalho escravo.

“Nós estamos alinhados com a Política Nacional e até mesmo à frente, tendo em vista que nós já elaboramos o 3º Plano Estadual e o Fluxo de Atendimento das Vítimas, lançados no em novembro do ano passado, sendo que outros Estados ainda estão em elaboração, inclusive o plano nacional. Ainda fomos o primeiro estado a criar um fundo específico para investimento nas ações de erradicação do trabalho escravo”, destacou.

A Coetrae passou a integrar parte do organograma da Sesp em 2021. Desde então, a secretaria já destinou R$ 1,7 milhões à comissão para apoiar e fortalecer o planejamento das ações de combate ao trabalho escravo em Mato Grosso.

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Durante a reunião, o secretário César Roveri reforçou o compromisso do Estado em apoiar as ações, que são realizadas em parceria com instituições federais, e destacou que a secretaria está à disposição para dar suporte na capacitação e preparação de policiais para lidar com situações de trabalho escravo.

“Essa repactuação reafirma o compromisso da Segurança Pública de dar o suporte necessário ao Coetrae, assim como temos feito desde que assumimos esta comissão, fortalecendo o enfrentamento desses crimes para que continuemos sendo referência nacional”, pontuou.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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