A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF) realizaram, nesta quarta-feira (09.10), o 1º Seminário de Saúde Mental no Sistema Socioeducativo.
O evento ocorreu no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá, e buscou informar e mobilizar profissionais e servidores envolvidos na assistência e reintegração de jovens internados, com foco no atendimento à saúde mental.
Participaram cerca de 250 servidores do sistema de justiça, profissionais ligados à garantia de direitos da criança e do adolescente, comunidade acadêmica e interessados na temática da saúde mental de jovens em atendimento socioeducativo.
Como parte da programação, houve compartilhamento de experiências com relatos de práticas e desafios do sistema socioeducativo, além de palestras com foco na promoção do bem-estar e prevenção de problemas psicológicos dos adolescentes internados.
Foi criado ainda um grupo de trabalho focado na saúde mental no Sistema Socioeducativo, composto por profissionais, educadores e representantes do Poder Judiciário, com objetivo de desenvolver estratégias e ações específicas para Mato Grosso.
Durante o evento, a professora Giselle Leite de Paula Nunes, responsável pela disciplina de estágio em contexto socioeducativo na União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (Unifacc), e o coordenador do curso de Psicologia da Unifacc, Pedro Ribeiro Simões Mathias, compartilharam suas experiências na área por meio de relatos.
O seminário também contou com a palestra “Saúde Mental de Adolescentes Privados de Liberdade: Desafios e Estratégias de Cuidado Integral”, ministrada pelo enfermeiro Thalisson Magno de Oliveira, responsável técnico do Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPSi).
Além disso, a psicóloga Hayanne Teixeira Paz e a fisioterapeuta Natália Anjolino Fini, que atuam na promoção de cuidados em grupos infantojuvenil, adulto e idoso na atenção primária de Campo Verde (131 km de Cuiabá), apresentaram a palestra “Saúde Mental do Adolescente”.
A iniciativa também pretende, no futuro, expandir as discussões para incluir os servidores do Sistema Socioeducativo, que são reconhecidos como um grupo em alta vulnerabilidade psicossocial devido à natureza de seu trabalho.
O evento é uma iniciativa do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF) e pela Unifacc, com apoio da Secretaria Adjunta de Justiça (Saju) e Rede Cidadã.
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes em Conflito com a Lei (Pnaisari), estabelecida pela portaria nº 1.082, foi criada em 2004 pelo Ministério da Saúde para garantir o direito desses jovens à saúde.
A medida está em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que, no artigo 4º, estabelece o dever da família, da comunidade e do poder público em assegurar atendimento de saúde à criança e ao adolescente.
A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.
Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.
“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.
Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.
Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.