A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), participa do Curso Nacional de Atendimento às Mulheres e Meninas em Situação de Violência, realizado de 19 a 27 de maio de 2025, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.
O evento reúne 40 alunos, sendo eles: policiais militares e guardas municipais, dos três estados e da unidade federativa da Região Centro-Oeste, com o objetivo de fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero. A ação é organizada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).
Durante o curso, os participantes têm acesso a conteúdos teóricos e práticos, com foco na legislação protetiva, acolhimento inicial, operacionalização de medidas protetivas e articulação em rede.
A coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada, que sedia a Câmara Temática de Violência Contra Mulher da Sesp, tenente coronel PM Monalisa Toledo, destacou a importância da capacitação dos servidores como estratégia para aprimorar o atendimento à população.
“É fundamental investir na qualificação dos profissionais da segurança pública para garantir um serviço mais eficiente e próximo da comunidade. De Mato Grosso, participam sete policiais militares, além de integrantes das guardas municipais de Sinop, Sorriso, Alta Floresta e Várzea Grande. Essa união entre diferentes forças reforça nosso compromisso com a melhoria contínua da segurança em todo o estado”, afirmou.
A programação tem carga horária total de 60 horas e inclui palestras, oficinas práticas, avaliações e simulados, assegurando a qualificação efetiva dos agentes de segurança. Ao final do curso, os participantes receberão certificação, reconhecendo sua aptidão para prestar atendimento adequado a mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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