O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizará, excepcionalmente por videoconferência, a sessão plenária marcada para esta quinta-feira, 24 de abril. A mudança foi oficializada pela Portaria nº 165/2025, assinada pela presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.
A decisão altera, ad referendum do Pleno, a Resolução TRE-MT nº 2.898, de 25 de fevereiro de 2025, exclusivamente para modificar a modalidade de realização da sessão, que inicialmente seria presencial. A alteração está fundamentada no Processo SEI nº 03220.2025-5.
A medida visa assegurar a continuidade das atividades jurisdicionais do Tribunal com eficiência e segurança, utilizando recursos tecnológicos que permitem a atuação remota dos membros da Corte. Vale ressaltar que todas as sessões do TRE-MT são transmitidas ao vivo pelo canal oficial do Tribunal no YouTube, garantindo transparência e amplo acesso da sociedade às decisões da Justiça Eleitoral.
Além disso, o TRE-MT disponibiliza, em seu site oficial (www.tre-mt.jus.br), uma série de informações públicas relacionadas à sua atuação jurisdicional. Entre os conteúdos disponíveis estão o calendário das sessões, atas, pautas de julgamento, processos eletrônicos e físicos julgados, além das publicações feitas em sessão.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (28.4), a segunda fase da Operação Western, com o objetivo de desarticular a cadeia de fornecimento e o fluxo financeiro de um grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas em Cuiabá, Várzea Grande e Pontes e Lacerda.
Na operação, são cumpridas sete ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e quatro ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias, com limite de até R$ 50 mil por conta, visando atingir o patrimônio obtido com a comercialização de drogas.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são todas cumpridas na capital.
A ação é desdobramento direto da primeira fase da operação, realizada em junho de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão que resultaram na prisão em flagrante de dois investigados e na apreensão de entorpecentes, dinheiro e materiais utilizados na atividade ilícita.
As investigações apontaram a continuidade da atividade criminosa, mesmo após as prisões realizadas na primeira fase, revelando a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções entre os integrantes, incluindo fornecedores, intermediadores e operadores financeiros.
Entre os alvos identificados está o fornecedor responsável por abastecer o grupo com diferentes tipos de entorpecentes, além de outras pessoas utilizadas para movimentação de valores por meio de transferências bancárias, especialmente via Pix, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos.
De acordo o delegado responsável pelas investigações, André Rigonato, o grupo atuava de forma coordenada, na modalidade rateio de drogas. Primeiro faziam a aquisição e o fracionamento, depois a distribuição das drogas, evidenciando a prática dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
“A segunda fase da Operação Western tem como foco o aprofundamento das investigações, a coleta de novas provas e a descapitalização do grupo criminoso, por meio do bloqueio de ativos financeiros. As investigações seguem em andamento e novas medidas poderão ser adotadas com base na análise do material apreendido”, explicou o delegado.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, do Governo de Mato Grosso.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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