MATO GROSSO

Setasc dá continuidade ao cronograma do CapacitaSUAS com foco na execução da política pública

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A qualificação dos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (Suas) em Mato Grosso ganhou novo impulso, com o início do 4º curso do CapacitaSUAS-MT 2025-2026, nesta segunda-feira (2.3). Executado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Assistência Social (Saas), com o tema “Introdução ao Provimento dos Serviços e Benefícios Socioassistenciais do SUAS”, a formação segue até sexta-feira (6) e é voltado à capacitação técnica de profissionais que atuam diretamente na oferta dos serviços da Proteção Social Básica e da Proteção Social Especial nos municípios.

O objetivo é aprofundar o domínio técnico sobre a organização, normativas e operacionalização dos serviços e benefícios socioassistenciais, garantindo maior alinhamento entre gestão e execução.

A capacitação reúne trabalhadores de nível superior inseridos na gestão e no provimento dos serviços da Proteção Social Básica (PSB) e da Proteção Social Especial (PSE), equipes de Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centro Dia, Centro Pop e Centros de Convivência, além de técnicos estaduais e membros do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas-MT) e do Núcleo Estadual de Educação Permanente (Neep-MT).


Foto: Kawê Pires | Setasc-MT

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, reforçou que a educação permanente é essencial para a consolidação do sistema no Estado.

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“O fortalecimento da Assistência Social passa pela formação permanente dos trabalhadores. O CapacitaSUAS garante atualização técnica, aprimora a gestão e contribui para que os serviços sejam ofertados com qualidade e responsabilidade em todos os municípios”, pontuou.

Em Mato Grosso, a 3ª edição do programa ocorre em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Fundação Uniselva, por meio de convênio firmado em setembro de 2025. A conferência de abertura foi realizada em 20 de outubro de 2025, marcando o início oficial das atividades desta edição, que contempla sete cursos ao todo.

A secretária adjunta de Assistência Social, Miranir Oliveira, destacou que o curso aborda o núcleo estruturante da política pública.

“Quando tratamos do provimento dos serviços e benefícios, estamos falando da materialização do Suas no território. A qualificação contínua assegura mais segurança técnica às equipes, padronização dos procedimentos e maior efetividade no atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade”, afirmou.

A assistente social Marianne Rebello, que atua como técnica de referência no Cras da Capital, no bairro de Pedregal, destacou a relevância da participação dos profissionais no CapacitaSUAS como estratégia de fortalecimento da atuação técnica nos municípios.

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Foto: Kawê Pires | Setasc-MT

“É fundamental que nós, assistentes sociais e demais trabalhadores do Suas, participemos desses espaços de capacitação. O CapacitaSUAS nos permite aprofundar conhecimentos, atualizar informações e compreender melhor tudo o que envolve as políticas de Assistência Social. Esse processo de formação contínua é essencial para a organização do nosso trabalho e para garantir uma atuação mais qualificada junto à população”, ressaltou.

Cursos já realizados

Em 2025, três formações foram promovidas no âmbito do CapacitaSUAS-MT 2025-2026: Atualização sobre Elaboração de Planos de Assistência Social; Atualização em Gestão Financeira e Orçamentária do Suas e Atualização em Vigilância Socioassistencial.

As capacitações abordaram eixos estruturantes da política socioassistencial, como planejamento, financiamento e monitoramento, fortalecendo competências técnicas de gestores e trabalhadores. O Programa Nacional de Capacitação do Sistema Único de Assistência Social (CapacitaSUAS) foi instituído pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Com o início do quarto curso, Mato Grosso avança no cronograma previsto para 2026, consolidando a educação permanente como estratégia fundamental para o aprimoramento da gestão e da oferta dos serviços do Suas no Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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