A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) entregou 400 kits de conscientização do Movimento MT Por Elas, do Programa SER Família Mulher, para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso (Abrasel-MT). O programa é idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.
Com mensagens claras de apoio e medidas de prevenção à violência contra a mulher, os cartazes serão colocados nos estabelecimentos, especialmente nos banheiros femininos. Os kits serão distribuídos em bares, restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos de lazer.
De acordo com a secretária da Setasc, Grasi Paes Bugalho, o esforço conjunto das instituições, somado à informação disposta em todos os estabelecimentos, permite a continuidade do trabalho de garantia de direito e proteção das mulheres em Mato Grosso.
“Fizemos entregas hoje, na sede da Abrasel, dos kits referentes ao Movimento MT Por Elas, do Programa SER Família Mulher. É uma parceria de diversas instituições e, principalmente, associações como a Abrasel, que faz com que isso chegue aos bares restaurantes, casas noturnas. É um meio de instruir e orientar as mulheres, que são vítimas de violência, como agir, caso isso aconteça. Estou aqui para agradecer, principalmente à Abrasel e todos os parceiros, para que realmente a gente faça a diferença no estado de Mato Grosso”, acrescentou.
O gerente Executivo de Relacionamento da Abrasel-MT, Márcio Sewo, o apoio da Setasc é imprescindível para resguardar o direito e a proteção de mulheres nos estabelecimentos.
“Vemos essa parceria como algo fundamental para ajudar as mulheres que podem ser vítimas de violência. É uma forma de tornar mais seguro para mulheres que são vítimas. Trata-se de um protocolo geral de segurança que pode ser seguido por todos os funcionários dos estabelecimentos. São medidas a serem tomadas, caso presenciem casos de violência contra a mulher nesses locais. Isso é fundamental para que a informação e a prevenção à violência chegue também aos bares e restaurantes de Mato Grosso”, ressaltou Márcio.
Um dos primeiros estabelecimentos a receber o kit do Movimento MT Por Elas foi um restaurante da Capital. Segundo a gestora financeira e administrativa do estabelecimento, Anna Carolina Cassol Abraços, os kits são importantes para informar a todos sobre os diversos tipos de violência que as mulheres são sujeitas nos estabelecimentos.
“Essa ação é fundamental, pois é muito importante acolher e orientar a todos, sobre a violência contra a mulher, que é feita de várias formas e muita gente não sabe. Já colocamos os cartazes informativos na nossa Taberna. Estamos atentos e à disposição de cada mulher que precisar desse auxílio”, concluiu.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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