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SETEMBRO AMARELO – Palestra aborda cuidado da mente e valorização da vida

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O cuidado com a saúde mental e a importância da valorização da vida foram temas abordados em uma palestra realizada nesta quarta-feira (18.09), pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Realizado em alusão ao Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, o evento contou com a participação de aproximadamente 120 pessoas, entre servidores, servidoras, magistrados e magistradas.

Na abertura, o secretário de Gestão de Pessoas do Tribunal, Valmir Nascimento Milomem Santos, falou sobre a importância do assunto. “Em nome da presidente, dou as boas-vindas ao palestrante e agradeço a disponibilidade em falar sobre este tema, que é uma preocupação da gestão. Neste momento de realização das eleições, em que ficamos tão imersos em responsabilidades e funções, é fundamental este olhar para o autocuidado e o cuidado com o outro também. Às vezes, na rotina, percebemos alguns sinais demonstrados por colegas de trabalho e podemos auxiliar de alguma forma e incentivar a procurar ajuda”.

A palestra foi ministrada pelo médico psiquiatra, Potthyer Vieira, que é pós-graduado em Psiquiatria pelo Albert Einstein / Pontifícia Universidade Católica de Paraná (PUC-PR), que agradeceu a todos e todas pela participação. “O objetivo da campanha Setembro Amarelo é a prevenção ao suicídio e a promoção da saúde mental. Destaco que o suicídio é uma questão de saúde pública, pois uma pessoa comete suicídio a cada 40 segundos no mundo, e no Brasil são registrados cerca de 12 mil casos por ano. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 700 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano, e é a 4ª principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos de idade. Falar sobre o tema ajuda a prevenir e salvar vidas e educar é o primeiro passo para a prevenção efetiva”, ressaltou.

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Ele também explicou que o suicídio é um ato impulsivo que resulta de um acúmulo de problemas que não foram resolvidos e que alguns fatores de risco podem contribuir, como a existência de doenças mentais (depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia), histórico de tentativa anterior, abuso de álcool e drogas, isolamento social e falta de apoio emocional e eventos traumáticos recentes, como separação desemprego, perda de entes queridos, entre outros.

Potthyer Vieira destacou formas de auxiliar pessoas que estejam passando por problemas similares e também maneiras de promover o autocuidado e cuidado com o próximo. “Devemos escutar atentamente a pessoa, estimular o diálogo e desconstruir o tabu para quebrar o silêncio. No trabalho, é importante promover pausas regulares e evitar sobrecarga. No caso de empresas e instituições, é fundamental oferecer canais de apoio psicológico e programas de bem-estar, estimular práticas de autocuidado, fomentar um ambiente de trabalho saudável, com comunicação aberta, reconhecer o impacto do estresse e oferecer suporte contínuo”. O psiquiatra frisou, ainda, que manter uma rotina com prática de exercício físico, alimentação saudável, atividades prazerosas, sono regular e saber quando pedir ajuda são hábitos essenciais.

Para a psicóloga do TRE-MT, Viviane Zaitum, o tema é delicado, mas necessário. “Precisamos ter esse olhar com nossos colegas e nos conhecer também, saber os nossos limites. Vamos tentar manter nossos hábitos saudáveis e cuidar de nós mesmos e dos próximos. Como nos propõe a campanha do Setembro Amarelo, a ‘atenção aproxima pessoas’, e é isso que a gente precisa fazer”.

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A servidora da Ouvidoria do Tribunal, Kelly Cristina Esteves Ferreira, disse que gostou muito da iniciativa da Secretaria de Gestão de Pessoas. “Agradeço a palestra esclarecedora e as informações seguras e carregadas de conhecimento prático e objetivo trazidas pelo palestrante. Ficou muito marcante para mim a necessidade de cada dia mais e mais nos encontrarmos com abertura emocional e intelectual para nos conhecermos e nos ajudarmos, sendo uma instituição e, ao mesmo tempo, rede de apoio entre nós”, avaliou.

Canais de ajuda

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional, por telefone, 24 horas por dia, pelo 188. Já via Chat, o atendimento ocorre de segunda a quinta-feira, das 9h à 1h; na sexta-feira, das 15h às 23h; no sábado, das 16h à 1h; e no domingo, das 17h à 1h. Além disso, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as Unidades Básicas de Saúde oferecem atendimento gratuito à população.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Imagem de print da tela do computador em que aparecem, à direita, imagens pequenas das pessoas participantes e do palestrante, na sala virtual do zoom, e à esquerda, imagem de slide reproduzido na palestra com informações sobre o Setembro Amarelo.

Fonte: TRE – MT

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Médicos do Hospital Municipal de Cuiabá denunciam atraso salarial e cobram repasses da Prefeitura

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Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.

Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.

De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.

Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.

Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.

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A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.

Fonte: Redação

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