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TRE-MT cria local de votação em ponto de acesso a 43 aldeias de Nova Nazaré

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A 30ª Zona Eleitoral de Mato Grosso criou um novo local de votação na Escola Municipal Simone F. da Silva Freitas, que fica na vila Santa Maria, localidade próxima a 14 entradas de 43 aldeias indígenas da etnia xavante. O local, que pertence ao município de Nova Nazaré, fica em um ponto estratégico de acesso a essas aldeias, o que facilitará o acesso a 650 eleitores e eleitoras indígenas.

Antes do novo local, moradores e moradoras das aldeias tinham que percorrer 108 km de ida e 108 de volta, totalizando 216 km, para ir até a cidade de Nova Nazaré, para votar. Segundo o chefe de cartório da 30ª Zona Eleitoral, Wyllem Guimarães da Silva, a medida visa reduzir a logística de transporte, mas, principalmente, propiciar mais comodidade e segurança ao eleitorado, que tinha que enfrentar horas de estrada.

Além disso, por estar centralizada na entrada de todas as 43 aldeias, essa escola acaba agregando todas as famílias indígenas que moram nas proximidades, o que embasou a a decisão do juiz da 30ª Zona Eleitoral, Jorge Hassib Ibrahim, ao criar o novo local.

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A 30ª Zona Eleitoral realizou dois mutirões na região, um deles dentro da iniciativa Defensoria Até Você e outro do próprio TRE-MT. Além disso, o Cartório Eleitoral fez um levantamento nas aldeias e, com apoio da Prefeitura de Nova Nazaré, disponibilizou um ônibus para os indígenas que não haviam alterado o local de votação pudessem regularizar os títulos no próprio cartório. Estas ações resultaram no cadastramento de 581 pessoas no novo local de votação.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto em que aparece, de perfil, um homem indígena sendo atendido na sala de uma escola. Ele veste camiseta vermelha e uma calça jeans, e assina seu nome digitalmente em um aparelho da Justiça Eleitoral. De frente para ele, está um atendente do TRE-MT, de óculos de grau, camiseta preta. Entre os dois, há uma mesa com computador e outros equipamentos da Justiça Eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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