MATO GROSSO

TRE-MT e Fatec firmam parceria para estágios colaborativos

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), em busca de inovação contínua e eficiência em suas operações, estabeleceu uma parceria nesta segunda-feira, dia 11 de setembro, com a Faculdade de Tecnologia do Senai (Fatec). Trata-se de um programa piloto no qual 14 estagiários irão trabalhar em equipes no desenvolvimento de projetos específicos, sendo que cada grupo terá a supervisão direta de um servidor da Justiça Eleitoral e de um professor da faculdade. 

“Estamos buscando inovar, tentar um projeto de estágio diferente do que sempre foi feito, ou seja, o estagiário sendo contratado de maneira isolada. Nós que nascemos nos anos 60, 70, precisamos conviver e dialogar mais com a geração que nasceu nos anos 2000. Essa conversa certamente irá mostrar necessidades que essa nova geração possui e que devemos encontrar meios de atender. Esperamos obter bons projetos e entregas dessas equipes”, destacou o juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT, Aristeu Dias Batista Vilella. 

O TRE-MT tem como objetivo melhorar seus processos de trabalho e, possivelmente, implementar novas tecnologias nas áreas judiciária, de comunicação institucional, de gestão de pessoas e de segurança da informação. Esse modelo de colaboração promete proporcionar uma oportunidade real de aprendizado, ao mesmo tempo em que fomenta uma enriquecedora troca de experiências entre professores especialistas, alunos e servidores do tribunal. 

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“Esta é uma grande oportunidade de colocar em prática todo o conhecimento acadêmico que vem sendo tratado em sala de aula. O estágio é uma etapa fundamental na formação de qualquer jovem, no contato direto com o mercado de trabalho. Espero que esta experiência seja enriquecedora e levada por toda a vida de todos que estão participando”, avaliou o diretor da Fatec, Valdir Pereira de Souza Junior. 

Logo após a reunião de formalização da parceria, com a devida recepção aos estagiários, uma reunião de avaliação foi realizada com os servidores que atuarão como supervisores do tribunal. “Meu curso é baseado na análise de dados. Tenho certeza que posso contribuir muito com a Justiça Eleitoral, especialmente na implantação de ferramentas B.I. Espero poder aprender muito e agregar mais conhecimento no projeto em que vou atuar”, comentou Blenda Duran da Costa, aluna de Agrocomputação. 

Essa opinião é compartilhada pelo estudante de Defesa Cibernética, Leonardo Levent Alcântara. “É muito bom poder colocar em prática o que temos aprendido na faculdade. O TRE foi alvo de uma série de ataques relacionados à segurança do processo eletrônico de votação durante as eleições, então acredito que posso ajudar a desmistificar e aprimorar a segurança no Tribunal”.

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Daniel Dino 

Assessoria TRE-MT

#PraTodosVerem: registro da reunião entre autoridades do TRE e estagiários da FATEC. Eles estão em uma sala, sentados em uma mesa retangular. Na foto há em torno de 60 pessoas. 

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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