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TRE-MT inicia curso sobre propaganda eleitoral e perspectivas para as eleições de 2026

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A Escola Judiciária Eleitoral (EJE) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) iniciou, nesta segunda-feira (22.09), o curso “Propaganda Eleitoral: inovações legais, eleições digitais, desinformação e perspectivas para as eleições gerais de 2026”. A capacitação, realizada de forma telepresencial, segue até quarta-feira (24.09) e conta com a participação de magistrados, servidores e promotores.

Na abertura do evento, o diretor da EJE e juiz-membro do TRE-MT, Welder Queiroz dos Santos, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da democracia. “Grandes empates, debates, orientações prévias e durante o processo eleitoral marcam nossa atuação. O doutor Caio Silva Guimarães vem compartilhar sua experiência sobre propaganda eleitoral, trazendo as inovações legais e a vivência das eleições de 2024, projetando cenários para 2026. É uma honra recebê-lo e proporcionar esse espaço de reflexão e aprendizado para magistrados, advogados, membros do Ministério Público Eleitoral e servidores da Justiça Eleitoral”, afirmou.

O conteúdo do curso contempla uma retrospectiva das eleições de 2024, com ênfase nas principais mudanças legislativas e nos reflexos práticos para o pleito de 2026. Também são analisadas as inovações tecnológicas que devem marcar a próxima disputa eleitoral, como o uso de inteligência artificial, big data e estratégias de segmentação de públicos. Outro ponto que será debatido é o panorama dos meios tradicionais de propaganda, incluindo carros de som, comícios, rádio e televisão, sempre à luz das normas e limites estabelecidos pela legislação vigente.

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As discussões se estendem à regulamentação da propaganda eleitoral digital, com destaque para os impactos da Resolução TSE nº 23.671/2021 e suas atualizações. O curso também promove reflexões sobre os desafios do equilíbrio entre liberdade de expressão e combate à desinformação, comparando a experiência brasileira com tendências internacionais observadas em países como Estados Unidos e membros da União Europeia.

Além disso, os participantes têm contato com estudos de casos práticos que envolvem irregularidades em comícios e carros de som, limites éticos e legais da propaganda em rádio e TV, estratégias híbridas de campanha que mesclam meios tradicionais e digitais e exemplos recentes do uso da inteligência artificial nas eleições. O enfoque é apresentar os cenários futuros e os desafios de integrar tecnologia e tradição em um ambiente regulamentado.

Durante sua exposição, o palestrante Caio Silva Guimarães destacou que a propaganda eleitoral permanece um tema central e desafiador, especialmente diante das mudanças legislativas em curso. “Muitas vezes parece que estamos apenas repetindo discussões de pleitos anteriores, mas a propaganda eleitoral está em constante transformação. O novo Código Eleitoral tem forte tendência de ser aprovado, ainda que com imperfeições, e o TSE tem se mostrado audaz ao regulamentar, indo além do que está expresso na lei. Para 2026, teremos mudanças significativas, seja por resoluções, seja por um novo Código Eleitoral, o que exigirá ainda mais atenção de todos os atores do processo democrático”, afirmou.

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Caio é servidor efetivo do TRE-CE e secretário de eleições daquele tribunal. Ele é mestrando em Direito Internacional, pós-graduado em Direito Constitucional, Direito Público e Direito Eleitoral, além de professor de pós-graduação na área. É membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP), atuou na Comissão de Alteração do Novo Código Eleitoral e na Sistematização de Normas Eleitorais do TSE, sendo responsável pela elaboração do Manual de Propaganda Eleitoral e Poder de Polícia do TRE-CE.

Autor do livro Origens Históricas da Crise do Federalismo Brasileiro, Guimarães enfatizou, em sua fala inicial, a necessidade de adaptação da Justiça Eleitoral às novas ferramentas digitais, especialmente com o avanço da inteligência artificial.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#DescriçãodaImagem: A imagem mostra um print do curso virtual onde na parte superior consta o texto: Curso: Propaganda Eleitoral: inovações legais, eleições digitais, desinformação e perspectivas para as eleições gerais de 2026. Abaixo a esquerda um slide. À direita do slide, há a tela da transmissão com dois participantes em videoconferência: o palestrante Caio Guimarães e o juiz-membro do TRE-MT e diretor da EJE, Welder Queiroz dos Santos. 

Fonte: TRE – MT

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A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

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Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

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A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

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Fonte: Política MT

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