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TRE-MT inicia curso sobre Propaganda Eleitoral para as Eleições de 2024

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A Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT) iniciou, nesta segunda-feira (4), o curso “Propaganda Eleitoral: Perspectivas para as Eleições 2024”. O evento, que acontecerá durante os dias 4 e 6 de setembro, é direcionado para magistrados, promotores e servidores que atuam na Justiça Eleitoral e tem como objetivo preparar esses profissionais para possíveis alterações na legislação de propaganda eleitoral e no poder de polícia das eleições municipais de 2024.

O curso será dividido em duas partes: No primeiro módulo, os participantes serão imersos na discussão sobre propaganda antecipada, tanto lícita quanto ilícita. Também serão abordados temas como o ambiente político nacional, propaganda geral, propaganda em bens públicos e particulares, estudo de casos, e o papel das mídias comuns, como rádio e TV, na propaganda eleitoral. Estratégias em marketing, propaganda antecipada na internet e o uso das redes sociais na pré-campanha também estarão em pauta, junto com as novidades trazidas pelo Novo Código Eleitoral. A campanha contra a desinformação em 2023 e as perspectivas para 2024 encerrarão este módulo.

Já no segundo módulo os participantes explorarão os meios permitidos e proibidos na propaganda em meios digitais, com ênfase na liberdade de expressão. Novos formatos digitais de propaganda eleitoral, disparos em massa, impulsionamento de conteúdo, uso de microtarget, anonimato, fake news, junkie news e big data serão discutidos em detalhes. Além disso, os participantes terão a oportunidade de examinar o uso de digital influencers nas campanhas eleitorais, o combate à desinformação, propaganda negativa na internet, agências de fact-checking e a responsabilidade dos provedores de serviços de internet. A segunda parte também abordará questões práticas, como o bloqueio de aplicações de internet, enquetes online, o poder de polícia na propaganda eleitoral na internet e o processo prático de representações por propaganda ilícita online.

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O curso está sendo ministrado pelo especialista em Direito Constitucional, Público e Eleitoral, Caio Silva Guimarães, que também é coordenador do manual de Propaganda Eleitoral do TRE-CE e autor de livros. “A propaganda eleitoral é a fase que mais impacta no processo eleitoral em si, pois tem repercussões práticas em ação judiciais podendo resultar em cassação e até impactar o resultado das eleições. Temos vivenciado eleições polarizadas, com o crescente uso das mídias digitais na difusão da propaganda eleitoral, mas também e, principalmente, da desinformação. Nesse contexto, a Justiça Eleitoral precisa agir como protagonista e estar preparada para defender o processo democrático”.

Ao abrir os trabalhos, o vice-diretor da EJE e juiz-membro, Eustáquio Noronha Neto, agradeceu a participação maciça dos juízes, promotores e servidores da Justiça Eleitoral nos cursos ofertados pela Escola e ressaltou a importância da capacitação em propaganda eleitoral. “A Escola tem promovido diversos cursos voltados às eleições e a adesão sempre é significativa. O curso que iniciamos agora oferecerá uma oportunidade valiosa para os profissionais da Justiça Eleitoral se atualizarem e se prepararem para as eleições municipais de 2024, que prometem ser influenciadas de maneira significativa pelo ambiente digital e pelas regulamentações em constante evolução”.

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 Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PraTodosVerem: Imagem de fundo cinza, contendo uma faixa azul na parte superior com a palavra conhecimento à esquerda e a logo a direita. No centro da imagem do lado esquerdo consta três faixas, cada qual com uma palavra: Curso Telepresencial, Propaganda Eleitoral e Perspectivas para as Eleições 2024. Também centralizada na imagem do lado direito um print do curso com a identificação de alguns participantes. 

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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