O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) participa do Teste em Campo dos Sistemas de Totalização e Ecossistema da Urna Eletrônica (UE) 2024 (modelos UE 2013, 2015, 2020 e 2022), no auditório da sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e no Fórum Eleitoral de Curitiba. O evento ocorre das 9h às 18h, desde segunda-feira (17.06) e segue até esta sexta-feira (21.06), com especialistas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos regionais eleitorais de todo o país.
Para o chefe da Seção de Tecnologia Eleitoral do TRE-MT, Leon Santos, que participa do evento, os testes servem para melhorar a segurança das urnas eletrônicas e seus sistemas de votação. “Para esse teste são convidados alguns regionais apenas, e nós do TRE-MT temos a oportunidade de conhecer os novos recursos implementados nos sistemas eleitorais, além de colaborar para o aprimoramento do desempenho e segurança do processo eleitoral”, ressalta.
Um dos objetivos do teste é a homologação dos sistemas eleitorais relacionados à preparação e carga de urnas, votação, totalização e divulgação dos resultados das eleições. O teste visa, ainda, exercitar a integração de outros sistemas relativos ao processo eleitoral, como os de julgamento, atualização e divulgação de registro de candidaturas e processamento de justificativas e de faltosos.
O coordenador de Sistemas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José de Melo Cruz, ressalta que o teste faz parte do projeto de construção dos sistemas. “Trazemos equipes técnicas com bastante conhecimento para esmiuçar cada sistema, verificar se há alguma falha ou possibilidade de melhoria e, assim, garantir uma eleição íntegra e segura”, diz.
Jornalista: Laura Gonçalves Quadros
(Com informações do TRE-PR)
#PraTodosVerem: Imagem com várias urnas eletrônicas em banca de madeira, aparecem no canto esquerdo três mulheres em pé e várias pessoas sentadas testando as urnas. E em pé aparece o servidor do TRE-MT segurando a urna eletrônica nas mãos.
Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.
Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.
Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.
“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.
Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.
Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.
Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.
A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.
Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.
A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).
Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.
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